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  • em resposta a: PORTO ALEGRE 15 DE MAIO DE 2011 #43939
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    Boas Grazi,

    Por que tão distante a data?
    Como foi no último domingo?

    em resposta a: Imigração com visto de estudante #43871
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    Boas pessoal,

    Raquel e Bruna,

    Fiz o pedido de CSQ por Montréal, quando eu estava morando na Cidade do Québec.

    Para a Raquel, sugiro que primeiro vá como estudante, experimente o local por uns 6 meses, no inverno de preferência, e depois faça o pedido do CSQ. Entre o pedido e a entrevista demorou 1 mês, e o CSQ é emitido na hora. Porém, para poder fazer essa solicitação no QC, você precisa dos teus documentos traduzidos com tradutor juramentado. No meu caso, como era para duas pessoas (esposa e eu), foram mais de R$ 2.000,00 somente nessa parte de traduções (até doutorado para mim e mestrado para ela, na época).
    Ainda, bem como o Cabeda e outros mencionaram, o sistema é diferente do Brasil, se você for para o QC e quiser bolsa, OK, depois que conseguires a residência permantente, a escolha é sua. Entretanto, o valor da bolsa lá também não dá para “viver bem”. A minha que era de pós-doutorado, era CAD$2.600 por mês. Pode parecer bastante, mas para os padões quebecas é pobre. Para a Cidade do Québec, que tem pouca coisa pra gastar, deu pra economizar um pouco em 1 ano, mas tive colegas em Montréal e Ottawa que reclamaram ser insuficiente. Você paga as contas, como qualquer bolsista no mundo inteiro. Quem quer ganhar dinheiro para ter mais conforto ou poder de consumo faz uma coisa chamada trabalho. As bolsas deveriam ser destinadas, na minha opinião, para quem quer realizar treinamento para depois ser pesquisador, naquele assunto que realmente GOSTA.

    Bruna,

    O esquema de entrevista é o mesmo que é realizado no Brasil. Em relação ao grau de formalidade, o entrevistador (um senhor de cabelos brancos descabelado – era inverno) vestia camisa pólo e calça jeans, iniciou confirmando os dados do formulário que enviamos, depois perguntou do porquê de imigrar ao QC, seguido das perguntas sobre o trabalho, mudando para inglês e finalmente algumas questões em francês sobre as minhas impressões no cotidiano quebeca. Detalhe que o francês dele é de Québec, com bastante sotaque e o inglês tinha um nível bem básico.

    Alguns dertalhes a respeito do meu perfil:graduado em universidade privada (RS), mestrado e doutorado em universidade pública (RS e RJ) e pós-doutorado em universidade canadense mista (ULaval em QC). Depois de solicitar o CSQ voltei ao RS e em 6 meses estava empregado em universidade privada. Quando chegou a hora da decisão em seguir com a imigração, optei por desistir. Atualmente sou pesquisador (24h) e professor (16h) em universidade privada na área de eng. química e minha esposa em universidade pública na área do design com a mesma distribuição de carga horária que eu. Com nosso perfil conseguimos dar mais conforto e educação ao nosso filho e demais familiares, isso aqui no RS. Portanto, não fechem portas, matenham as possibilidades abertas e busquem o que lhes dá prazer em fazer.

    Abraço,

    Fabrício

    em resposta a: Sensação térmica, como interpretar? #43781
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    Acabei por desenvolver um método de equivalência de sensação térmica bastante simples.
    :bigups:
    No Brasil: Quando a pessoa deixa de sentir calor, está frio.

    No Canadá: Quando a pessoa deixa de sentir frio, está quente.

    Isso varia para cada um e em locais diferentes do país, especialmente no Brasil. Também depende da atividade física, pois estar em movimento ou parado, faz muita diferença. Já vi gente no Rio de Janeiro colocar blusão de lã em dia de chuva com 16oC, enquanto para mim ficava confortável com uma camisa manga longa de malha fina, ou ainda, se estiver caminhando, uma camiseta curta dá conta do recado.

    em resposta a: Veille de tempête hivernale – 24 02 2011 #43715
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    RonaldoeSuzana,

    Como havia comentado, segue a previsão para o início da primavera:

    “Il faut toutefois se rappeler qu’on peut toujours recevoir en moyenne entre 10 et 25 cm de neige en avril dans le sud et le centre du Québec, et une quarantaine de centimètres dans l’est.”
    Fonte: http://www.meteomedia.com/news/storm_watch_stories3&stormfile=neige_au_sol_et_neige_recue__160311?ref=ccbox_weather_category2

    Você que já estava cansado do inverno em 25/02 vai ter que aturar até início de maio.

    em resposta a: PORTO ALEGRE 27 de MARÇO de 2011 #43714
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    Neila e Grazi,

    Eu vou nos encontros para contar como é a vida real n QC. Não vou conversar sobre o processo porque fiz o CSQ via Montréal e depois que voltei para POA desisti de imigrar.

    em resposta a: PORTO ALEGRE 27 de MARÇO de 2011 #43667
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    BLZ galera, sem galho, quando der, deu. Aliás, não tem pressa, se considerarem a velocidade do processo :lol:

    em resposta a: PORTO ALEGRE 27 de MARÇO de 2011 #43657
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    Boas Grazi,

    Consideras válido levar meu diretório de fotos e planilha de custos do QC para apresentar ao pessoal no encontro?

    em resposta a: PORTO ALEGRE 27 de MARÇO de 2011 #43609
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    @grazihenke wrote:

    ahahah quem é que faz choripán sem churrasqueira? ahahaha

    1- Tem gente que usa forno ou chapa para assar linguiça; 8O

    2- Não tinha ouvido falar de choripán até você mencioná-lo. Conheço essa tecnologia com o nome de PL (pão e linguiça), especialmente a variação PLC (pão, linguça e ceva) :mrgreen:

    Tendo churraqueira, se eu for levo comigo um pedaço de carne (e carvão tmb) em vez da linguica.
    Pode ser?

    em resposta a: PORTO ALEGRE 27 de MARÇO de 2011 #43600
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    BLZ Grazi,

    Tem churrasqueira no local?

    em resposta a: Relação Quebeco-Parental #43583
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    @Carlos_Santos wrote:

    Foi ai que vi criancas de menos de 5 anos indo sozinhas, mesmo no inverno, indo para a escola.

    Minha filha com dois dias me pediu para nao acompanhá-la mais, “pagando mico”, conhece a expressao???

    Conheço a expressão, claro, vem dos adolescentes :lol:

    No sentido de irem sozinhas à escola, quando eu era pequeno, entre 8 e 13 anos, era eu mesmo quem levava e trazia eu e minha irmã (3 anos mais nova) da escola, que ficava a 500 metros de casa, numa cidade do interior do RS (20 mil hab) e nos idos anos 80. Provavelmente esse incentivo dos pais tem a ver com a colonização italiana no nosso estado, porque todo mundo que eu conhecia na época se comportava desse modo; e a cidade tem uma mistura de colonização italiana e alemã.

    @Carlos_Santos wrote:

    Outra coisa que vi com uma colega de trabalho québécoise, de uns 50 anos e mae de um garoto de uns 23 anos. No dia seguinte ao domingo, dias das maes, eu perguntei a ela se ela recebeu muitos presentes….. que ilusao! sabe a resposta? advinha?

    “… nao ganhei nada!…” eu perguntei o porque, pois fiquei pasmo, nem percebi que estava entrando em terreno complicado…. mas bom…

    A resposta dela é que eles nao faziam isso (presenter os pais/maes nos dias que o comercio decidiu!). Ula!

    Bom, nesse sentido, em casa também não seguimos à risca as datas indicadas pelo comércio, mas sempre que possível fazemos um agrado aqui ou ali para os outros. O mais comum é sair para jantar fora :discuss:

    Abraço,
    Fabrício

    em resposta a: Desistência de imigrar #43553
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    @Carlos_Santos wrote:

    Grande Fabricio,

    vc tocou num ponto importante para quem tem filhos…..
    @FCelso wrote:

    …..no futuro ela teria que enfrentar as pressões sociais sobre seu filho, que necessariamente incidiriam em consumo de bebidas alcóolicas. ….. Mas no caso dos adolescentes, não posso afirmar que tenham tanto discernimento. Na verdade, duvido que o tenham.

    isso é algo que levo muito em consideracao pois tenho tres adolescentes em casa.

    Sempre acredito que tudo depende!

    Se vc conversa com seu filho(a) sobre o assunto, se o dialogo é bom, e se as “cabecas” se entedem…. nao venho muito problema com a sociedade que se alcoliza.

    Um exemplo, minha filha é convidada por varias vezes pelas colegas que fazem festa para “encher a cara”. Isso mesmo, meninas de 14 à 16 anos que fazem festa apenas no intuito de beber.

    Sempre tenho alcool em casa, nao so para fazer limpeza mas também um bom vinho na cave ;-)

    Minha filha sempre experimenta, aprecia e quando quer beber, eu autoriso em casa e ensino que é assim que tem que ser. Nao na rua…..

    Com muita conversa, as pressoes podem ser vencidas e ela sempre recusa tais convites e ainda assim nao é excluida ou sobre maiores pressoes deste grupo de escola. Eles sabem que se tem alcool ela nao vai!

    Bom, era este o ponto que gostaria de trazer aos colegas pais e maes!

    Mantenham um bom papo com seus filhos!

    Aqui a turma é meio largada (pais e maes) e se um filho (a) é uma boa pessoa é por que isso esta no intimo dela, e nao porque a sociedade ajuda neste sentido!

    Nao é atoa que depois de velhos, os mesmos filhos colocam os pais nas casas de aposentados e depois nao os visitam!

    Abraços

    Pois é Carlos!

    O que notei é que os adolescentes quebecas nativos são muito sem noção! (entenda-se: mais sem noção do que se espera de um adolescente)
    Não apenas o álcool, mas o tabaco e as drogas ilícitas estão sempre na roda desse pessoal. Notem que estou falando dos NATIVOS.
    Quem tiver oportunidade de participar na Cidade do Québec da celebração da “independência” do QC (o tal dia de São João Baptista – noite de 23 para 24 de junho), entenderá melhor o que estou dizendo. Depois que anoitece, após a festa dos “velhos” (shows com artistas locais, múscas de alusão ao “ser quebequense” – onde os velhinhos se esvaem em lágrimas), a gurizada de 14 anos para cima vai para a planície de Abraão tomando cerveja na rua (único dia que isso é liberado), ficando acampados ao redor do parque utilizando as mais diversas drogas. O que achei mais indignante é uma enorme estrutura da Cruz Vermelha que recebe os jovens em estado lastimável. Quando eu observava, quatro rapazes traziam uma garota desmaiada. Perguntando ao pessoal local o porquê de tanto aparato de socorro, eles justificaram dizendo que muitos jovens tem o primeiro porre nessa festa. Em comparação, aqui no RS, e em SC também, há o festival do Planeta Atlântida (principalmente para adolescentes), são dois dias de shows (das 14h às 7h do dia seguinte), onde comparecem entre 40 e 60 mil pessoas por dia. Esse festival acontece desde 1996, eu mesmo participei de diversas edições e tenho amigos que participaram de todas edições até hoje, e não tenho conhecimento de tanta demanda pelos socorristas como nessa festa do QC.

    A tua ideia, Carlos, é da mais válidas. Diálogo com a gurizada! E digo mais, quando possível, um bom exemplo em casa!

    Abraço,
    Fabrício

    em resposta a: Desistência de imigrar #43545
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    @praondevou wrote:

    Em relação ao sistema de saude… ainda não tive nenhuma urgência , mas sei de varias pessoas que foram para o hospital com um problema menor e que ficaram 15h esperando, mas tb não é nenhum segredo que tem uma falta enorme de médicos aqui, não sei por que não encontram solução para isso.
    Por outro lado, tivemos uma filha aqui e o acompanhamento durante e logo após a gravidez no nosso caso foi exepcional !!! (Montreal)

    A questão da saúde, muita gente que pretende imigrar não tem noção de como está no QC, apenas acredita que como é “primeiro mundo”, é melhor do que onde está. É preciso sempre divulgar a situação real, para que os desavisados não sejam surpreendidos. Há quem julgue ser responsabilidade do próprio pretenso imigrante buscar essas informações, mas eu acredito que quem conhece na prática, tem o dever moral de alertar seus conterrâneos de nascença.

    @praondevou wrote:

    Outra vantagem aqui, para quem gosta de fazer viagens internacionais, o preço de um bilhete de avião é mais barato do que no Brasil (em relação ao seu salário), devido ao valor da moeda.

    Isso depende muito de qual é a ocupação. E também não serve apenas para passagens aéreas. Para itens de consumo também, como eletrônicos, automóveis, itens para o lar, etc (o que for industrializado e trazido da China principalmente).
    Na questão do salário, o poder aquisitivo de um encanador com curso técnico é muito mais alto no QC do que no Brasil. Mas conforme você sobre na hierarquia, o poder de compra fica mais parecido. O que realmente tem um absurdo de diferença é o custo de compra de veículos. Mas isso não precisa ser comparado com o QC que fica longe. Os vizinhos argentinos pagam muito menos pelo mesmo veículo vendido no Brasil.

    @praondevou wrote:

    E, quem vem de uma cidade superlotada como São Paulo e região, vai apreciar que tem bem menos gente aqui. A unica coisa com a qual fiquei surpreso é o transito, que não é muito melhor da situação em São Paulo, se vc mora fora da ilha mas trabalha na cidade de Mtl.

    Montréal, na minha opinião, em questão de fluxo de pessoas e trânsito de veículos, é muito parecida com Porto Alegre e Curitiba. A Cidade do Québec, já se parece com uma cidade média do RS, como Caxias do Sul.

    @praondevou wrote:

    A única coisa negativa para mim é que pensei que tivesse me livrado de vizinhos barulhentos, mas a estrutura das casas / prédios favorece muito mais a propagação do barulho do que no Brasil (aqui madeira, lá concreto). Nada mudou então :-/

    Aí acho que depende onde você mora, não apenas a cidade, mas o bairro e o tipo de construção. Na Cidade do Québec, morando num bairro de classe média e em uma casa de três andares (porão + térreo + andar superior), sendo distante dos vizinhos, não tive qualquer problema com barulho. A casa era utilizada por 7 pessoas, com direito a jantares com amigos, churrascos na área externa e música de piano e acordeão (geralmente executadas pelo proprietário e convidados), mas nunca passando das 22h. Isso foi algo que tive que me acostumar, festas que terminam cedo, bares que fecham cedo, bebidas alcóolicas mesmo no “postinho” não eram vendidas após 23h, não podia sair na rua com bebida à mostra, além das galerias e centros de compras fecharem às 17h na maioria dos dias da semana.

    @praondevou wrote:

    Tambem recomendo, para quem tem a possibilidade, estudem no Brasil com uma pessoa nativa daqui, saber francês et saber quebecois não é a mesma coisa, se eu soubesse que é tão diferente eu teria feita isso em SP (se não me engano tem até uma escola especializada).

    Essa sugestão é interessante e importante no sentido de treinar o ouvido. Mas também é possível assistir TV online e outros programas em sítios quebequenses. É só procurar na rede. Também sugiro evitar de falar em francês quebeca, tentando manter o padrão internacional, pois fica mais formal e isso pode ajudar na hora de conseguir emprego em postos mais altos na hierarquia empresarial. Resumindo, se for para falar na rua, o quebequense chulo da conta do recado. Mas se precisar se dirigir a alguém do alto escalão,é necessário o formal (mesma coisa que fazemos com o português aqui – pelo menos no meu caso).

    @praondevou wrote:

    Enfim, aqui tb existem varios problemas, e no final podemos viver em vários lugares do mundo, não é tão diferente aqui do que em outro lugar, sempre acharemos vantagens e desvantagens, cada um tem que decidir se vale mesmo a pena, cada um tem suas prioridades.
    Mas quem quer realmente achar seu lugar nessa sociedade, vai conseguir.

    A minha ideia nessa mensagem é justamente essa: dar ao pretenso imigrante a postura de buscar informações e confrontá-las com a sua realidade, fazendo uma análise profunda do que ele quer para si mesmo e entes queridos próximos, o que projeta para o futuro e onde quer estar quando o futuro chegar.
    Independente de qual sociedade for, quem se dedicar e quiser encontrar/criar seu espaço, certamente o alcançará.

    Um abraço,
    Fabrício

    em resposta a: Desistência de imigrar #43543
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    @praondevou wrote:

    O que aprendi aqui foi que quanto mais alto seu grau de escolaridade, mais dificil fica para arrumar um emprego. Tenho relatos de várias pessoas que desistiram. Se vc for médico, advogado etc. pense muito bem antes de iniciar o processo de imigração. Esse fato não é bem divulgado pelo governo do QC. Para exercer certas profissões precisaria-se refazer todos os seus estudos e ainda teria menos chances de conseguir trabalho do que uma pessoa nativa. Todos os brasileiros que conheci aqui encontraram trabalho relativamente fácil, mas, como tb é o caso muitas vezes no Brasil, um trabalho inferior àquele que poderiam fazer com a formação que tem.

    Boas praondevou,

    Justamente essa questão que eu acredito estar sendo menosprezada pelos pretensos imigrantes, especialmente profissionais liberais fora da área de informática. A questão do emprego está diretamente relacionada com a renda e, consequentemente com a qualidade de vida. Além disso, qualidade de vida tem uma abordagem subjetiva, pois tem gente que gosta de lugares mais agitados e gente que gosta de lugares mais tranquilos. Ainda, uma mesma pessoa, em determinado período da vida, pode preferir lugar agitado, ou lugar mais calmo. São diversas variáveis.

    @praondevou wrote:

    Preconceitos não sofremos aqui, mas estamos morando em Montreal, e aqui temos realmente pessoas de todas as raças. Tambem me preocupo com possiveís preconceitos se formos morar fora de Montreal (minha mulher é morena). Passei quase minha vida inteira na Alemanha, então sei o que significa ter a mente pequena de certas pessoas que só conhecem o mundo pequeno deles. Imagino então que aqui tambem, quanto mais para o interior vc for, pior fica. Porém, o Brasil ainda é visto como algo exótico no exterior, ao contrario de países como a India, e os países árabes.

    Mesmo tendo vários colegas de países árabes, posso confirmar que para eles é mais dificil de encontrar trabalho, não sei se é por causa da religião, mas é verdade que ela interfere bastante no desempenho deles.

    Particularmente nem eu, nem minha esposa sofremos preconceito na Cidade do Québec, mas ambos somos brancos, eu sabia me expressar razoavelmente bem em inglês e francês e ela é fluente em inglês, além de não sermos ligados em religião. Entretanto, o pessoal de religião muçulmana tem bastante dificuldade de manter o desempenho no trabalho durante o período do Ramadã, que implica em passar o dia todo sem se alimentar e fazer as refeições no período noturno (entre outras mudançãs de hábito). Outro ponto bastante difícil para esse pessoal é a questão do consumo de bebidas alcóolicas. Conheci uma colega marroquina que está criando seu bebê nascido no Québec. E avisei a ela que no futuro ela teria que enfrentar as pressões sociais sobre seu filho, que necessariamente incidiriam em consumo de bebidas alcóolicas. Para que foi criado como eu, tendo acesso a bebidas alcóolicas, fica mais natural beber socialmente, o que acho ser muito difícil para alguém que nunca experimentou algo do gênero. Interessante foi notar que nas rodas de amigos, todos na faixa dos 25-35 anos, não havia pressão sobre os islâmicos no sentido que consumissem álcool. Eles tomavam sucos (uva, principalmente) refrigerantes ou chás. Mas no caso dos adolescentes, não posso afirmar que tenham tanto discernimento. Na verdade, duvido que o tenham.

    em resposta a: Encontro Porto Alegre – Setembro 2010 #43523
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    @Thaís e Márcio wrote:

    O único problema é que a cervejaria é em Capela de Santana (entre Montenegro e Portão).

    Isso não é problema, é uma característica :mrgreen:

    Seria interessante combinar nesse local num fim de semana, tipo sábado, que ainda seja relativamente quente durante o dia, para o chope descer liso.

    Mas há de ver com o pessoal. Carona para alguns eu consigo, depende de quantos forem comigo de casa.

    Abraço,
    Fabrício

    em resposta a: Imigração com os pais? #43520
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    Além do que o TAZ falou, há a cobrança por parte do Governo do QC para que você (o requerente principal), após ser residente permanente, ter moradia, emprego e rendimentos fixos, prove que tem condições financeiras (nos padrões quebecas) para sustentar todos da família que já estão contigo e as pessoas que estás querendo patrocinar.
    Um amigo russo que conheci na Cidade do Québec entrou com esse pedido, para a mãe de sua esposa, e o processo demorou tanto tempo que antes de ser finalizado, ela faleceu. E a família ficou muito desapontada, para não dizer, raivosa (essa foi a palavra que ele usou em inglês – acho que a melhor tradução seria revoltada).
    A intenção do incentivo à imigração econômica no QC não é levar as famílias ao “novo mundo” (gelado por sinal), mas antes, fazer a economia quebeca girar, gerar novas crianças francófonas e tentar manter a sua cultura.

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