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FCelso
ParticipanteMe perdi nos botões e repeti a mensagem. Moderadores, deletem essa, por favor.
FCelso
Participante@SANDROMS wrote:
Algum metereologista amador de plantão para me explicar se Ville de Quebec é assim mesmo ou eu que dei azar? Ou será que o problema é só lá na cidade alta?
Boas Sandro,
Não sou metereologista, mas de experiência própria (fiquei 1 ano na Cidade do Québec), quando do inverno de 2008/2009, especialmente no local próximo onde eu morei (Sillery, G1SK6, esquina da William com a Sheppard – veja no Google Maps) e na direção ao São Lourenço, bate um ventinho… O ano todo.
Eu caminhei e andei de carro por toda a costa da Cidade do Québec e por Lévis também (fica do outro lado do rio São Lourenço).
A experiência de atravessar o rio de balsa para ver a queima de fogos no Ano Novo foi bastante interessante: Minha esposa ficou 5 minutos no lado de fora esperando eu tirar a foto dela e simplesmente não quis mais saber de ir para fora do carro. Estava -20oC com sensação de -30oC, sem umidade (o que tinha de água, havia congelado).
Na volta, resolvi vir pela estrada e pela ponte. Não podia passar de 60 km/h porque o vidro ficava coberto de ar gelado (congelava de dentro para fora), pois o aquecimento do carro, no máximo, não dava vencimento (e olha que era uma SUV compacta, Honda CRV 98).
O local em si é muito bonito, tem casas legais (muitos ingleses de família tradicional se instalaram em Sillery) e tem a grande vantagem tática de estar numa posição elevada, o que facilita a observação. Porém, existe o custo a pagar, que é a existência de vento constante (que eu me recorde nunca foi menos de 15km/h), o que faz o pessoal ficar entocado, mesmo quando não é “inverno”. A impressão que se tem, passeando nessas áreas, é que é deserto. Há um certo movimento em dias acima de 20oC e com pouco vento, na parte onde há ciclovia, embaixo da encosta, na Boulevard Champlain.Esse é o Québec que eu conheço. :alright:
No meu álbum de fotos no Orkut (Fabrício Celso) tem imagens nesse sentido.
FCelso
Participante@RonaldoeSusana wrote:
Nevou tao pouco…falavam em 10 a 15cm e acabou nevando o que? nem 3cm eu acho…
tomara que acabe logo o inverno, ja deu!
Abs,
RonaldoBoas Ronaldo,
Geralmente vai até abril.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteSugestão:
Para cada estação, ajustem a foto e fundo e os detalhes.
Exemplo:
– Inverno: neve caindo;
– Primavera: pólen sendo liberado das plantas
– Verão: chuva caindo
– Outono: folhas caindoAbraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteBoas pessoal,
Após 7 meses da primeira vez necessitando de auxílio médico, aconteceu a necessidade de visitar novamente o hospital. A situação e circunstâncias são descritas a seguir.
Estava eu morando na casa de um senhor, alugando um quarto com tudo incluso. Eis que, para a visita e experimentação da vida invernal no QC (dez/jan), resolvi alugar um pequeno estúdio, que é quarto/sala/cozinha e banheiro. Aluguei com 4 meses de antecedência e não houve problema neste sentido, pois o proprietário foi bastante razoável e prestativo, com contrato de locação adequado.
Então, após estarmos há uns dois dias no novo espaço, minha esposa notou que estava com alergia (pescoço e pulsos principalmente) e eu também estava com sintomas, mas mais fracos que o dela. Segui então ao mesmo hospital que havia me atendido da outra vez. Chegando lá para ser atendido, notei que deveria ter contratado um seguro médico para ela. Como eu não havia feito isso, conversei com o médico e expliquei a situação, de modo que ele concordou em nos avaliar em conjunto. Levei junto na consulta uns pequenos insetos que encontrei embaixo da cama. O médico descartou os insetos e o diagnóstico inicial foi de escabiose (sarna), pois o médico acreditava que poderia ser isso, tendo minha esposa vindo do Brasil (contato com cachorro em casa no verão) e a alergia serem bolinhas vermelhas (o que pode ser muita coisa). Desse modo nos deu o tratamento para escabiose, que era um banho com sabão adequado e aplicação de uma loção no corpo, além de lavar os lençóis e demais roupas de cama. Fizemos o tratamento e como não houve melhora, resolvi analisar com mais detalhe a situação, e passando alguns dos insetos ao proprietário, ele (que se assustou com o estado da alergia da minha esposa) foi embusca de informação com um detetizador. Assim descobrimos que se tratavam de percevejos de cama (FRA: punaises de lid; ING: bed bugs), que nos atacavam na cama durante a noite, vindos das libnas pedras que decoravam a parede atrás da cama. O proprietário comprou um novo kit completo de cama, e realizou uma detetização no apartamento, quando tivemos que ficar do dia todo fora do local. Durante aproximadamente 4 dias, passei 3 vezes no hospital e conversei com dois médicos diferentes (ambos quebecas nativos), que não aceitaram a minha ideia que poderiam ser os percevejos, mesmo levando amostra dos pequeninos sanguinolentos. Na minha visão das coisas, além de não aceitarem o erro, foram preconceituosos em nos diagnosticar de acordo com o local de onde viemos, sem realizar quaisquer exames (que poderiam ter sido realizados em mim, pois eu estava coberto pelo sistema de saúde público).
Esta segunda experiência minou minha confiança no sistema público de saúde quebeca (experiência no hospital) e reforçou a imagem positiva que eu já tinha da honestidade do povo quebeca em geral (proprietário do estúdio).
Abraços,
FabrícioFCelso
ParticipanteVideo 01 – Sobre o lago congelado
http://www.youtube.com/watch?v=USK-MM1E1i8
Video 02 – Brincando no gelo
http://www.youtube.com/watch?v=xfRkhUVJjek
Video 03 – Viatura todo terreno
FCelso
ParticipanteBoas pessoal,
Existem pneus com grampos (FRA:pneus a crampons; ING:stud tires) vendidos no mercado local. Geralmente quem usa é o pessoal das áreas rurais. Outro detalhe: há lugares onde não permitem o acesso (por exemplo no PEPS da ULaval tem locais definidos para acesso de veículos com estes pneus) uma vez que danificam diversos tipos de pisos.


No site do governo tem a informação sobre a regulamentação do uso desses pneus.
http://www.mtq.gouv.qc.ca/portal/page/portal/accueil/faq/pneus_crampons
Claro que também depende do veículo; um Subaru AWD ou 4WD terá melhor desempenho do que um equivalente 2WD.
13 de fevereiro de 2011 às 00:31 em resposta a: Programação de rotas RTC (Ville de Québec) – GOOGLE MAPS #43245FCelso
ParticipanteBoas Carlos,
E o Google nada de atualizar as fotos no Maps. Poderia ao menos renovar as fotos de 2007 pra deixar o viaduto sobre a Sua São Paulo (Rue St Paul) aparecendo como completo e não ainda em construção.
Ah, e poderia ainda ter uma versão de acordo com a época do ano, porque não é fácil se achar no inverno com imagens das outras estações como referência!
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteBoas pessoal,
Como fui ao QC para trabalhar, vinculado à ULaval, foi-me indicado um seguro saúde privado para estudantes, durante os 3 meses de espera até entrar no sistema de saúde pública. Adquiri ainda na primeira semana, um seguro para estudantes internacionais, de 3 meses, pelo custo de CAD$ 120.00 (março/2008).
O primeiro teste realizado no sistema de saúde aconteceu no terceiro mês após a chegada. Após me inscrever na academia do PEPS (educação física da ULaval), praticando exercícios, tive uma lesão no joelho. Como o corpo ainda estava aquecido, não senti dor, mas no dia seguinte a dor apareceu e segui para a emergência do Hospital São Sacramento. No hospital, fiz o cadastro e aguardei na sala de espera após passar pela triagem da enfermeira, que dá prioridade aos casos mais graves. O meu caso não era dos mais urgentes, pois somente quando caminhava sentia dor. Cerca de duas horas depois da minha chegada, fui encaminhado a uma traumatologista cubana que falava inglês e espanhol, pois nessa época eu ainda não falava francês. Ela me atendeu muito bem, solicitou raios X e ressonância magnética. Os raios x fiz logo no dia seguinte, uma clínica particular ao lado do hospital (o que paguei foi reembolsado via cheque da seguradora pelos correios). A ressonância magnética foi agendada para dois meses adiante num outro hospital, e também para dois dias depois, num novo equipamento que estava sendo instalado no mesmo hospital. Detalhe é que realizaram o exame no hospital na mesma semana, e não desmarcaram o exame agendado no outro hospital para dois meses depois. Após avaliar os resultados dos exames, a médica concluiu que eu tinha rompido um tendão lateral externo do joelho e me recomendou manter a perna extendida, pois o tendão se recuperaria sozinho, sem necessidade de cirurgia. Durante o primeiro atendimento ela me receitou analgésicos para a dor e repouso. A recuperação inicial demorou 2 meses; em 4 meses pude retornar às atividades físicas mais intensas como corrida e musculação. O valor gasto com os analgésicos foi restituído também pela seguradora.
Dessa primeira experiência, tirando o fato de que fora uma lesão séria no joelho, não tenho do que reclamar em relação ao atendimento da urgência, no hospital São Sacramento da Cidade do Québec.Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@roxy wrote:
Por favor continue postando o seu ponto de vista do Quebéc pois é muito importante mesmo!
Boas Roxy,
Seguinte, busque no Orkut pela comunidade “O Québec na Vida Real”. Ela havia sido suspensa devido a problemas de discussão entre os membros, mas está de volta e tem muita gente com informação de como é a vida de verdade no QC (diferente do pintado pelo Ministério da Imigração).
Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@TOP5CANADA wrote:
Não conheço o Quebéc ou Canadá ainda e estou iniciando meu processo espero que na minha vida eu esteja fazendo a coisa certa, mas como saberei se não tentar…
Boas TOP5CANADA,
Minha mensagem ao pessoal que pretende imigrar : Direcionem os esforços a conhecer, quem sabe morar um tempo, tabalhando e/ou estudando no QC ou mesmo no Canadá anglófono, para depois tomar a decisão de imigrar.
Resumindo, na minha opinião, um “test drive” ao lugar que se pretende mudar para todo o sempre, é fundamental.
Um abraço,
FabrícioFCelso
Participante@joaodamatta wrote:
So acho que vale sempre a pena vir, experimentar, olhar, tentar e se nao der certo picar a mula!
Boas João,
Acredito que fazer o processo de imigração, caso se pretenda retornar ao Brasil. Nesse caso, trabalhar com Visto de Trabalho Temporário. No caso de fazer o processo, é de abraçar a causa do QC, pois retornar depois de alguns anos, tendo investido tempo e dinheiro, é mais complicado. E a ideia do processo de imigração preconizado pelo QC é de fazer com que as pessoas fiquem por lá e se reproduzam, proliferando a boa nova francófona. Se não for assim, eles não se sustentam.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteBoas, vou deixar para quando rolar churras e ceva.
Abraço,
Fabrício
FCelso
ParticipanteBoas pessoal,
Tenho a informação de que um amigo pesquisador, que é imigrante na Cidade do Québec, vindo da Rússia, e que trabalhou por 14 anos na ULaval como pesquisador colaborador terá que mudar sua área de atuação, devido a falta de novos projetos, geralmente fomentados pelo governo e pela indústria. O mesmo pesquisador me informou que a empresa Vaperma, a qual estava em expansão em julho 2008, teve cortes de pessoal em 2009 (mais de 50%) e acabou por falir no final de 2010. Ele ainda informou que essa situação de fechamento de indústrias está cada vez mais comum no Canadá.
Esses fatos e informações, aliados a minha atual situação no RS, me certificam que fiz a escolha certa em desistir de imigrar.E ainda falta meu relato acerca das aventuras com o sistema de saúde no QC. Escreverei num futuro próximo, quando me for possível.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteKa3,
No caso de visto de estudante, terás que comprovar a matrícula no curso que vais fazer. No caso do meu amigo, ele tinha reservada vaga num curso de inglês em Toronto e mesmo assim não deram o visto para ele. Um detalhe acerca dos valores monetários: O que você tem para viajar pode ser suficiente, mas se sua renda e trabalho (na visão do avaliador) não condiz com o tempo de viagem, você fica sem o visto. Sugestão: reduzir o tempo de viagem.
Abraço,
Fabrício -
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