gabi-infirmiere

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  • em resposta a: Mudança MTL – QC City (Caminhão) #51083
    gabi-infirmiere
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    U-Haul é uma boa opçao

    em janeiro 2011, quando decidimos voltar para Montréal, foi o que fizemos.
    Alugamos um caminhao U-Haul, que pegamos em Sudbury (ON) (a cidade mais proxima de onde moravamos que oferecia caminhoes u-Haul) e devolvemos em Montréal (QC).
    A viagem foi tensa pois viajamos em pleno inverno e entre 2 tempêtes de neige. Em ON nao existe a obrigatoriedade de pneus de inverno entao encaramos 7h de estrada com pneus 4 saisons 8O
    namorido dirigindo o caminhao e eu seguindo na CRV … foi tenso :?
    Nos custou CAD 700,00
    Haviamos reservado um caminhao pequeno mas como na unidade de Sudbury eles possuiam apenas os caminhoes médios e grandes a companhia nos ofereceu um caminhao maior pelo preço do menor. Nao usamos nem a metade do espaço do caminhao!

    as vantagens =
    * nao é preciso devolver o caminhao na unidade de retirada
    * o caminhao é mais baixo que os do mercado, entao nao é complicado colocar nem retirar os moveis

    sugestao =
    * alugue um diable de déménageiment, economiza um bom tempo para o transporte de caixas

    as empresas de mudanças irao cobrar em média 30CAD por hora, para 1 ajudante. Pode ser vantajoso se tiver moveis pesados, mas se for algo de base acredito que com a ajuda de amigos e alugando um caminhao vc podera gerar a situaçao, sem maiores problemas.

    em resposta a: Enfermagem no Quebec #51058
    gabi-infirmiere
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    eu defendo a ideia que de os enfermeiros ja cheguem aqui com o OK da OIIQ em maos.
    Se nao for o caso e vc precisar trabalhar enquanto aguarda a autorizaçao, o que mudara sera seu % de prêt et % bourse (veja o site da AFE para maiores detalhes)

    quando eu fiz meu curso (2008) as pessoas que nunca haviam trabalhado no QC puderam usufruir do programa do Emploi Québec e nao época recebiam de 700 a 1000 dolares por mês.
    Hoje o EQ possui regras diferentes e nao dao mais esse auxilio financeiro (em alguns casos chega a ser quase simbolica a proposta do EQ, como 100 ou 200 dolares ao mês).

    Eu havia trabalhado 1 ano antes de começar meu curso, sendo 9 meses no QC e 3 meses no Caribe.
    Pelos calculos da AFE eu tive direito a 1500 de prêt (que reembolsei 2 meses apos a conclusao do curso) e quase 4000 de bourse. Isso me garantiu um revenu médio de quase 800 dolares durante a época do curso.

    É muito, muito, muito (n) dificil trabalhar e estudar durante a equivalência.

    Faça o simulado e veja qual seria a sua % de prêt e de bourse
    http://www.afe.gouv.qc.ca/fr/logicielCalcul/simulateur.asp

    em resposta a: Une infirmière pour 196 patients. #51057
    gabi-infirmiere
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    esta discussao deve ser fragmentada, ao estilo *Jack* ..

    1) a reportagem trata da carencia de enfermeiros em CHSLD (centro hospitalar de cuidados de longa permanencia, em traduçao livre) durante o periodo noturno.

    Au centre d’hébergement Idola Saint-Jean, à Laval, l’infirmière coordonnatrice est responsable de 196 résidents. Elle est accompagnée de quatre infirmières auxiliaires et de huit préposés aux bénéficiaires (PAB).
    A enfermeira nao esta sozinha, nao é 1 pessoa para 196 pacientes. A equipe de cuidados diretos é composta por 12 outros, entre PABs e Inf. Aux.
    O *ratio* num CHSLD nunca sera o de 1:1 como numa UTI ou centro cirurgico.
    Os cuidados de enfermagem para a pessoa idosa (nao doente) em geral nao sao muito complexos do ponto de vista técnico, mas sao complexos pelo conjunto de fatores que definem a geriatria.

    Porém, quando situaçoes como essa acontecem =
    « T’as juste deux mains, alors il faut faire des choix. Mais, qui tu choisis entre une personne qui s’étouffe et une autre qui tombe en pleine face au sol ? », demande celle qui avait 75 résidents à sa charge. C’est dangereux. On met les personnes âgées en danger. »
    é a hora de repensar o nivel de criticidade dos pacientes e a proporçao enfermeira por paciente. Risco de queda, de confusao mental, de violência, de dependência, de neglicência … a geriatria é uma area critica e esta clientela nao para de crescer.

    A qualidade da assistencia é questionada. As associaçoes de usuarios discutem a qualidade dos serviços e com razao. Mesmo com pouca mobilidade e pouca atividade eu acho um absurdo a regra de so 1 banho por semana para os idosos (e esta é basicamente a regra geral!). O vérificateur général confirmou o problema de desnutriçao entre os idosos. A maneira como uma sociedade trata seus idosos é um reflexo da sociedade em si. Esta é uma discussao muito importante, especialmente quando lemos que o governo vai investir quase 6 milhoes para a realizaçao de diversos programas para os idosos.

    E estas sao apenas algumas discussoes que podem sair de um debate similar.

    2) O segundo ponto refere-se ao controle das ordens profissionais para a admissao e regulamentaçao das profissoes.
    A OIIQ é a ordem profissional com um dos maiores numeros de membros, quase 70mil.
    É uma ordem relativamente clara e suas regras sao simples.
    Para a admissao de enfermeiros diplomados no exterior, eu vejo mudanças efetivas. Algumas =
    a) o comitê de analise de dossiers reunia-se 2 vezes por ano; agora, sao de 4 a 5 encontros. Eu me inscrevi para fazer parte deste comitê mas, por ter menos de 5 anos de experiencia quebeca fui convidada a me candidatar numa ocasiao oportuna.
    b) a OIIQ tem cada vez mais autorizado enfermeiros diplomados no exterior a realizarem apenas o estagio de adaptaçao (30 dias) ao invés da prescriçao de base, curso+estagio (o que eu fiz, que ocupa quase 6 meses)
    c) Québec e França assinaram o acordo de reconhecimento mutuo, e novas enfermeiras francesas estao debarcando no Québec

    A ordem profissional defende os interesses do publico e também dos profissionais, no caso da OIIQ =
    Para a formaçao futura, a OIIQ esta lutando para a obrigatoriedade do bacharelado para as enfermeiras (so no QC o nivel universitario nao é obrigatorio, peloa caracteristica unica do sistema CEGEP existente na provincia). Esta transiçao provavelmente ocorrera nos proximos 10 anos, um esquema similar ao do internato médico devera ser proposto.

    Para a formaçao continuada, a partir de 2012 somos obrigadas a manter um minimo de 20h de estudos comprovados, mantendo-nos atualizadas.

    Pagar mais de 400$ por ano nao é nada simpatico, mas ao menos vejo uma OIIQ mais atuante do que o COREN e vejo cada vez mais enfermeiras brasileiras por aqui! No Facebook ha uma comunidade e na proxima cohorte do CEGEP Edouard Montpetit para o curso de equivalencia serao 5 as representantes da terrinha. No meu curso (CEGEP du Vieux-Montréal, 2008) eu era a unica representante verde-amarelo

    E so finalizando, o enfermeiro nao ficara sem trabalho aqui no QC. Entao, por que nao esperar o OK da OIIQ e imigrar quando ja estiver devidamente autorizado a começar o curso ou o estagio de integraçao ? Eu esperei 1 ano e a demora foi causada por um erro da USP. Envolvi meus pais e me estressei até o ultimo fio de cabelo tentando resolver rapidamente a situaçao. Chegar aqui e ainda ficar aguardando a autorizaçao da ordem é realmente estressante. Meu primeiro emprego foi com menos de 10 dias de Québec e minhas experiencias foram fantasticas, até trabalhar no Caribe eu fui … mas analisando os pros e contras so vejo vantagens em chegar aqui ja com o aval da OIIQ ;-) como dizem, *ficaadica*

    em resposta a: Brasileiros Voltando para o Brasil #51002
    gabi-infirmiere
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    esse sentiment d’appartenance realmente é decisivo. Eu me sinto brasileira, nascida no Brasil (sou de salada europeia, Italia e Polonia no sangue) mas adotei o Canada (e o Qc particularmente) e aqui me sinto bem como nunca.

    Sentir-se em casa é mais do que gostar da lingua ou do clima. É realmente interessar-se pelas questoes que movem o local onde voce mora, de se implicar socialmente na sua comunidade, de ter papel ativo no mercado de trabalho (ou educaçao) e conseguir transmitir esses valores.
    Este tipo de discussao é vital num pais de imigraçao como é o Canada.
    Eu trabalho num bairro multicultural onde infelizmente o sentiment d’appartenance nao é tao nitido. Sao pessoas que fugiram de situaçoes de crise, pobreza, fome, perseguiçao politica ou religiosa e mesmo reconhecendo as vantagens do Qc em relaçao à terra natal continuam com *um pé do lado de la*. Isso gera muita frustraçao e temos muitos casos de depressao.

    o sentiment d’appartenance pode ajudar a superar as dificuldades, a melhor entender o ritmo e os valores da sociedade … mas como ele se forma e como algumas pessoas desenvolverao esse sentimento de maneira mais rapida do que outras … bem, isso é para os antropologos, sociologos e afins ;-)

    em resposta a: tecnico agricola com habilitaçao em agropecuária #50998
    gabi-infirmiere
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    poxa, que tal pesquisar + e reclamar – ?
    veja na lista, sua formaçao provavelmente dara 10 pontos.

    leia o topico *pontuaçao para a entrevista* e complete as informaçoes necessarias. Informe-se sobre o mercado de trabalho, faça a *liçao de casa* e seja o melhor amigo do Google.
    http://www.brasilquebec.com/forum-cbq/20/1195.html

    estudos = 10 pontos
    experiencia = 7 pontos
    idade = 18 pontos
    conhecimento das linguas ?
    séjour au Qc ?
    famille au Qc ?
    conjointe ?
    offre d’emploi valide ?
    enfants ?
    autonomie financière ?
    adaptabilité ?

    SOUS-CATÉGORIE I
    TRAVAILLEUR QUALIFIÉ

    f) diplôme d’études postsecondaires 10
    techniques sanctionnant 3 ans
    d’études à temps plein

    em resposta a: Brasileiros Voltando para o Brasil #50982
    gabi-infirmiere
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    Discussao realmente interessante.
    Por que o brasileiro volta?

    O imigrante tipico brasileiro, como ja dito, é oriundo da classe média e uma das grandes sacadas para que a integraçao ocorra é entender as diferenças que existem entre o Canada e o Brasil.

    Salvo raras exceçoes, o imigrante tera uma queda em seu padrao de vida ao chegar aqui. FATO.

    Esta queda é estudada e explicada, aparentemente os imigrantes sabem que isso ocorrera mas na pratica, na *vraie vie* pode ser dificil aceitar. E aceitar essas diferenças, aceitar as limitaçoes, é imprescindivel.

    * dominio da lingua =
    este é o ponto numero 1. No Brasil falamos nossa lingua materna e nao temos nenhum problema ligado a comunicaçao de base. Muitos imigrantes minimizam as dificuldades ligadas a barreira linguistica e isso pode ser um fator de estresse gigantesco.

    * queda no padrao de vida, serviços e consumo =
    morar num pequeno 2 e meio, morar em co-locaçao, morar longe do trabalho, nao ter carro … mesmo com um sistema de transporte coletivo muito mais eficaz e funcional do que o que tinhamos no BR (falo por minha terra natal, Sampa) muitas vezes o imigrante se sente frustrado e esta queda pode influenciar negativamente a experiencia de imigraçao. Ja vi discursos de pré-imigrantes que visualizavam uma vida de comercial de margarina sem terem o $ necessario para tal. Ja vi imigrantes que usam dos serviços de banque alimentaire mas quando entram em contato com os amigos e familia recusam-se a admitir as dificuldades e vivem de mentiras, gerando ansiedade, frustraçao e angustia.

    * refazer networking, refazer historico de credito =
    no Br, como classe média e profissionais estabelecidos, tinhamos um nivel *X*. Chegando ao Qc somo *mais um* e refazer o longo caminho para aumentaçao de crédito e networking pode ser muito desgastante.

    * dificuldade para entrar no mercado de trabalho =
    sem contar as profissoes vinculadas à ordens profissionais, onde o processo de validaçao e admissao pode levar até 6 anos, muitos imigrantes minimizam as dificuldades para a entrada no mercado de trabalho. Um advogado, engenheiro, economista (ou qualquer outra profissao) que vai trabalhar num Couche-tard ou faz um curso de préposé aux bénéficiaires pode ver esta situaçao como humilhante e indigna. Ja participei de debates de mulheres imigrantes que contaram como seus maridos sentiram-se inferiores e frustrados, e como essa situaçao implica negativamente na vida familiar, em alguns casos gerando divorcios, alcolismo e até utilizaçao de drogas duras.

    * o funcionamento da sociedade =
    pegando por exemplo o sistema de saude (pois é a minha praia) = brasileiro de classe média tem seu plano de saude e pode escolher no *livrinho* o médico que quiser, na especialidade que quiser, e ter a consulta e os exames realizados rapidamente. Aqui o sistema é diferente, começando pela dificuldade em se encontrar um médico de familia, passando pela necessidade de ter uma recomendaçao de um generalista para ser visto por um especialista, vivenciando as longas esperas nas cliniques sans rendez-vous ou nas urgências … o sistema simplesmente parece quebrado e ineficaz. Esperar 2, 3 meses para ter uma consulta com um especialista é quase inadmissivel para quem tinha o *livrinho* em maos. Estas diferenças chocam aqueles que nao estao preparados.
    Ser convidado para uma reuniao e ter que levar sua propria cadeira ou uma caixa de cervejas; ser convidado para um 5 à 7 mas nunca ser convidado para frequentar a casa do seu colega de trabalho; convidar seu colega de trabalho para sua casa e ver que sem cerimonia ele ira abrir a geladeira e fuçar na sua cozinha; ter *colegas* e nao *amigos* … alguns comportamentos quebecas podem soar estranhos e mesmo incivilizados.

    * estrutura familiar =
    eu imigrei sozinha. Muitos imigram com familia, esposo-a e filhos. A parte da famille élargie que ficou no Brasil pode ter uma importancia maior do que imaginavamos.
    Em 2009 eu acabei retornando ao BR em situaçao temporaria, justamente em funçao de problemas ligados à familia. Problema resolvido, voltei para ca (fiquei 5 infelizes meses em SP). Muitos nao suportam a distancia, nao sao capazes de se contentarem com a ausencia do contato fisico, do suporte e da proximidade familiar.

    * filhos e adaptabilidade =
    crianças que chegam ao Qc na primeira infancia serao alfabetizadas em francês, terao amiguinhos dos 4 cantos do mundo, havera situaçoes onde os valores brasileiros serao colocados em xeque. O que é ser filho de imigrantes, como os pais lidam com a situaçao … muitas vezes os adultos podem achar que o processo de adaptaçao sera mais facil para as crianças, mas nem sempre é assim. E isso pode gerar muita frustraçao, muita revolta, bilateralmente.

    * clima =
    por mais que alguns tentem miminizar a questao climatica, esta é uma grande realidade e devemos levar em consideraçao. Nao é todo mundo que ve graça em ter 5 meses de frio, de viver desenterrando carros ou vestir-se como o bonequinho da Michelin. Muitos farao winter blues e muitos nao serao capazes de suportar.

    Particularmente vejo os retornos de imigrantes ocorrerem quando os aspectos negativos se sobressaem sobre os beneficios da vida no Québec. A imigraçao é algo muito pessoal. O que é bom para uma pessoa pode nao ser bom para outra.

    As vantagens sociais do Qc como a ausencia de medicancia infantil, o menor indice de violencia, a relaçao mais igualitaria entre homem e mulher, os estudos a baixo custo, o sistema de saude universal e todo o resto podem nao ser tao avantajosos assim para alguns. Ver que no contra cheque uma grande % ficara retido para os impostos pode nao agradar a todos (eu, por exemplo, pago 47% de impostos). Alguns podem preferir o conforto da classe média brasileira à melhor distribuiçao social quebeca.

    Ter a vida de comercial de margarina pode nao ser a realidade final dos imigrantes e muitas vezes o que o BR oferece é mais compativel com os anseios do individuo do que o Qc tem a oferecer.

    Considerando as 3 fases do processo migratorio (loss, transition e adaptation) creio que muitos dos que retornam aos paises de origem ainda estao nas fases 1 e 2.

    Desculpem o texto gigantesco.

    em resposta a: Família Oliveira Apresentando-se. #50816
    gabi-infirmiere
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    observaçao (talvez aqui nao seja o local mais adequado)

    Nao sei quantos pontos vale a pos para o processo de imigraçcao, mas chegando aqui ===

    * para o MICC sua pos graduaçao vai ter um valor de *mineur de premier cycle*
    * para a OIIQ, nao valera nada
    * para o mercado de trabalho, podera ser interessante SE (e somente SE) voce voltar a atuar na mesma area e demonstrar que seu *mineur* tem o valor de um *certificat*. Normalmente os empregadores aceitam o Bacharelado brasileiro e os anos de experiencia, mas as pos ficam no limbo.

    Por que isso?
    Por aqui nao ha a proliferaçao de faculdades de enfermagem como no Br, onde em cada esquina ha uma! (alias a grande discussao da OIIQ atualmente é a obrigatoriedade do bacharelado, ja que para a entrada na profissao o nivel CEGEP (*= técnologo*) é a norma e o Bac fica como um *plus*).
    Por nao haver proliferaçao de faculdades nao ha proliferaçao de pos, nao é algo tipico do sistema educacional daqui. As pessoas fazem o CEGEP, e eventualmente seguem pro BAC. Depois, podem se interessar por assuntos especificos e fazerem certificados ou DESS, ou programas de 2eme cycle …
    A minhas pos graduaçoes (epidemiologia na UNIFESP e Administraçao na FGV) sao puro enfeite, nao servem para absolutamente nada, ja que retornei à assistencia direta e meus cursos nao agregam ao exercicio das minhas funcoes.

    em resposta a: Família Oliveira Apresentando-se. #50773
    gabi-infirmiere
    Participante

    Ola Andre e Solange.

    Voces estao com varios pontos *positivos*
    ** idade
    ** filho
    ** profissao

    Façam o calculo e vejam o que compensa.

    e jogo meus 5 cents = venham para o QC quando ja estiverem com o OK da OIIQ das maos, isso economizara muito tempo de voces por aqui.

    **On a besoin de vous**

    em resposta a: Em quanto tempo você aprendeu francês? #50746
    gabi-infirmiere
    Participante

    Sandro,
    gostei bastante da sua explicaçao :-) Ficou bem didatica e mostra realmente até onde podemos avançar na comunicaçao em cada uma delas.

    Cheguei aqui na *etapa 3* e agora estou na *etapa 4* e mesmo assim a gente aprende sempre.
    E ja até compreendo o pessoal do Lac-St-Jean e da Gaspésie! :-)

    em resposta a: Em quanto tempo você aprendeu francês? #50737
    gabi-infirmiere
    Participante

    Como RonaldoeSusana disseram, o aprendizado nao deve ser apenas para a entrevista e sim para a vida.

    Aprender uma nova lingua a partir do zero exige muita dedicaçao, alguns terao mais facilidade do que outros. Nao ha referencial, depende de como voce se dedica, de como voce aprende. O que nao vale é focar o aprendizado pensando apenas na entrevista, pois a entrevista é realmente muito simples, os entrevistadores nao fazem pegadinhas e tentam deixar o candidato bem confortavel (ao menos foi a minha impressao).
    Com dedicaçao integral, entre 4 e 6 meses de estudo acredito que alguém possa chegar num nivel basico-intermediario (um bom nivel para a entrevista, mas nao para a vraie vie)

    Eu sempre gostei de musica francesa, e fiz o curso regular de frances quando era adolescente, entre 15 e 17 anos,a 1,5h par semana. Aos 30 anos, ja adulta, formada, casada e trabalhando decidi retornar aos estudos sem pensar na imigraçao (ja nao compreendia tao bem as coisas, estava *desaprendendo*). Fiz mais 2 anos (1,5h por semana igualmente).
    Quando decidi imigrar (33 anos) optei pela viagem de prospecçao e fiz 2 semanas de intensivo para reativar meus neuronios, que ja estavam reacostumados com a lingua (manha e tarde, 7h por dia).
    A minha entrevista foi muito facil e fluida, um verdadeiro bate papo.

    E ainda estou aprendendo, mesmo morando no QC ha mais de 4 anos.

    Bonne chance

    em resposta a: Mais um desiludido… #50731
    gabi-infirmiere
    Participante

    Cleberson,
    nao devemos confundir *pessimismo* com *realismo*.

    O Vitor esta recebendo orientaçoes compativeis com a realidade.
    E essa primeira etapa, por mais tensa e demorada que seja, é a mais facil (ACREDITE!)

    Chegando ao QC é que se dara o *renascimento*. Sera aqui que as interrogaçoes estarao pipocando a cada noite. Passada a fase de euforia e de achar tudo lindo, *cai a ficha*.
    Cai a ficha de que as ordens profissionais sao muito exigentes e que os processos podem ser muito longos
    Cai a ficha de que o mercado de trabalho é muito exigente e que obter a experiencia quebeca é mais complicado do que parece
    Cai a ficha de que o francês é uma lingua linda e muito complicada e que o dia-a-dia nao tem tecla SAP e que a fila de espera para a francisaçao pode levar mais de 3 meses
    Cai a ficha de que a saudade do que deixamos é considerada diariamente, mesmo que tenhamos todos os pontos negativos marcados na porta da geladeira

    Obter um CSQ é um primeiro degrau, importante, obvio, mas bem pequenininho no processo de imigraçao-integraçao.
    Ser realista e saber das dificuldades é fundamental. Um imigrante bem preparado conseguira enfrentar melhor as (quase inevitaveis) adversidades do processo, em qualquer fase que isso ocorrer. O planejamento realista é fundamental.
    Olhando meu parcours, eu teria modificado um item e so chegaria ao QC com o *OK* da minha ordem profissional em maos. Vim com o processo encaminhado e infelizmente por um erro da faculdade meu processo atrasou um tempao. Isso desestabiliza qualquer pessoa.
    Infelizmente conheci alguns imigrantes que fantasiavam demais, que minimizavam demais e consequentemente que acabaram sofrendo demais.

    nao desejo sofrimento nem angustias para ninguém.

    em resposta a: Alugar apartamento que aceite cachorros ? Experiências… #50694
    gabi-infirmiere
    Participante

    A familia Britto estava pedindo infos para Ville de Québec, mas ja que citaram l’Ile des Soeurs eu dou meu pitaco, pois moro la

    * o transporte publico é correto, mas nao ha via exclusiva. Leva-se mais de 20min para que o busao chegue na estaçao Square Victoria, e isso em dias de pouco transito.

    * caso tenha carro, calcule de 10 a 15 min para sair da ilha e chegar até Bonaventure. Eu trabalho em Parc-Extension e num dia muito bom meu trajeto é feito em 30 minutos. Na média, sao 45 min diarios.

    * meu caso (começo a trabalhar às 9, saio às 5) =
    ** busao (+ metro + metro) = devo sair de casa antes das 7h30; chego la pelas 19h
    ** carro = saindo de casa até 8h05 escapo do rush; se sair 8h15 vou chegar no trampo la pelas 9h30! O retorno é parecido, 30 a 45min se sair entre 17 e 17h10 e mais de 1h se sair depois das 17h15

    * animais = realmente a STI (structures métropolitaines) aceita animais. No prédio onde moro ha caes de todos os portes, até cachorroes como Berneses e Labradores. Eu tenho um gato.

    * preco = infelizmente é uma grande desvantagem, os precos aqui sao mais caros do que em Montréal. Em alguns casos a diferença é aceitavel, mas depende da analise de cada um (apos 1 ano morando no meio do mato eu nao queria ter como vista o apto do meu vizinho ou uma ruela sujinha. Pagamos o preco do conforto e da vista, isso é nitido)

    em resposta a: 2ª decisão: Quebec ou Federal? #50665
    gabi-infirmiere
    Participante

    O processo federal possui a lista de profissoes em demanda, e pela classificaçao atual economia nao esta em demanda e o que mais se assemelharia ao seu caso é o 1122 – Professional occupations in business management consulting (dependendo de suas experiencias e se voce pode se enquadrar em alguma dessas categorias)
    ISO consultant
    business management consultant
    business methods analyst
    consultant, organizational analysis
    health information management consultant
    management analyst
    organizational analyst
    records management specialist
    researcher, organization and methods
    senior consultant, operations management
    cujo teto de 500 aplicaçoes para 2012 ja foi alcançado. Assim, imigrar pelo federal usando o 1122, so em 2013 …
    A profissao de economista como tal nao esta na lista atual, mas as perspectivas sao *boas* segundo o site. Entao eles podem inclui-la no futuro, quem sabe?
    http://www.servicecanada.gc.ca/eng/qc/job_futures/statistics/4162.shtml

    Entao, uma vez que o processo QC nao possui *lista* prée definida e que nao ha *cota*, acredito que aparentemente deva ser + rapido

    PORÉM (ha sempre um porém) o processo QC depende do processo federal para ser finalizado. Como nao é uma profissao prioritaria, calcule entre 18 meses a 24 meses para sua conclusao.

    Se ha um mais rapido do que o outro? Nao sei dizer, acho que no frigir dos ovos acabara quase na mesma….

    nao sou expert nos processos …

    em resposta a: Alugar apartamento que aceite cachorros ? Experiências… #50660
    gabi-infirmiere
    Participante

    Brossard-Montral em 15min ? NUNCA em horario de pico, né?

    em resposta a: 2ª decisão: Quebec ou Federal? #50659
    gabi-infirmiere
    Participante

    Vitor,
    ja disse um pouco no seu outro post = escolher o Québec nao deve ser motivado por ser mais ou menos facil.
    A sociedade québécoise busca imigrantes que tenham minimas afinidades com os valores, a começar pela valorizaçao da lingua francesa.

    Ha diferenças fundamentais entre o QC e o ROC (rest of Canada) e nao falo apenas da questao linguistica.
    A bagagem cultural, os valores sociais, a percepçao dos governantes face às necessidades do povo e aos interesses do Estado, como este gera seus idosos, seus programas de educaçao e saude, como se implica nos processos ligados ao meio ambiente, etc.
    Eu gosto do pensamento que diz que *le peuple Québécois est un peuple à part entière avec son identité propre*

    Nao é preciso fazer um grande curso de antropologia, mas entender as diferenças é fvital para poder tomar a melhor decisao possivel, sem decepçoes futuras.

    Pegar o *mais facil* é um pensamento que se assemelha muito ao **jeitinho brasileiro**, e ja vi muitos discursos similares, de pessoas que fazem o processo QC ja pensando em se estabelecerem em BC ou ON.
    O meu ponto de vista ja gerou muita discussao no Orkut, eu acredito que o cidadao tem o direito de se estabelecer onde quiser, mas fazer o processo QC ***ja pensando*** no ROC é uma tremenda sacanagem.

    E antes que venham as pedras, nao, eu nao sou separatista.

    Boa sorte na sua escolha.
    (realmente sua area de base, economia, nao possui uma demnda significativa, ao contrario da sua namorada – enfermeiros sao muito bem vindos)

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