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20 de outubro de 2010 às 19:41 em resposta a: Diploma pós-secundário canadense não ajuda imigrante #41805
FCelso
Participante@renancza wrote:
Enfim…achei muito interessante a parte que ele fala que a média para um imigrante alcançar o “sucesso” é de 6 à 12 anos, o que confirma o que sempre escutamos mas teimamos em subestimar:
Imigrar é um projeto demorado e não é pra quem quer sair ganhando rios de dinheiro!O proprio palestrante que divulgava a imigracao em Porto Alegre informou que no inicio eh necessario descer na hierarquia e quanto mais rapido se integrar na sociedade, mais rapido eh para alcancar o tal “sucesso”. Lembro ainda que ele ainda mencionou que quem quer ganhar dinheiro deve ir aos EUA, pois no QC eh um lugar para viver tranquilo na classe media.
Exemplo de salarios, para medico especialista – 6 anos de experiencia numa area de demanda (um amigo recebeu essa proposta): no QC, CAD 200 mil/ano líquido; Ontario, CAD 600 mil/ano liquido; EUA, USD 1.200 mil/ano líquido.FCelso
ParticipanteDos males o menor, ao que proferiu a minha professora de francês gaspesiana, sobre a história política do Québec, na era do Seu Duplessis (1944-1959) o governo estava mancomunado com a igreja, que dominava o povo e, depois de vários escândalos e tals, houve a revolução tranquila que transformou o QC naquilo que se vê hoje, inclusive com acesso gratuito e obrigatório ao ensino (até então só famílias ricas pagavam para os filhos estudarem).
Para saber mais da história política do Québec:
FCelso
ParticipanteOk, mantenha-nos informados!
FCelso
ParticipanteTendências do outono 2010 :alright:
Outono regular:
Indicadores-
– Fim do calor constante: Metade de setembro no sul de Québec (que é onde mora a grande parte da população – em Iqualuit é que não moram :mrgreen: )
– Primeira geada: final de setembro ou início de outubro
– Verão indígena (3 dias seguidos com “calor” acima do normal para estação): Em torno da segunda semana de outubro
– Primeiros flocos de neve: metade de outubro
FCelso
ParticipanteSe não houver problema em ir para falar da parte não tão legal do QC e eu estiver em POA no fim de semana, me prontifico para defender a permanência na República Independente do Pampa :lol:
FCelso
ParticipanteE esse ano com verão quente “anormal” para o Québec praticamente já terminou, as tempeaturas agora em setembro estão chegando na faixa do outono (8oC pela manhã e 15oC pela tarde). No ano que estive na Cidade do Québec, setembro foi um dos melhores meses, temperaturas amenas (mínimas de 12oC e máximas de 25oC), com sol todos os dias. Esse ano, está diferente, ao que parece o inverno começará antes.
FCelso
ParticipanteBoas pessoal,
Da minha experiência própria, tendo morado 1 ano na Capital Nacional (CIdade de Quebéc) conversando com um senhor quebequense aposentado com quem convivi durante 1 ano, nos seus 65 anos ou mais :wink:, questionei a respeito da separação e ele foi bastante sincero na sua explanação, dizendo que o Canadá como um todo depende de todas as provínicias e também dos EUA para manter a economia, devido ao pequeno número de pessoas vivendo no Canadá como um todo (são 33 milhões no Canadá e 7 milhões no QC). Por parte dos mais velhos, especialmente aqueles que não falam inglês (que não é o caso do meu amigo aposentado), muitos têm ainda um ressentimento devido à históra de disputa entre ingleses e franceses, e aproveitam o dia nacional do QC para manter viva a chama da independência. Por parte dos mais jovens, grande parte aproveita o dia do QC para se entorpecer de bebidas e drogas nas Planícies de Abraham (fazem até acampamento, como os do Fórum Social Mundal em Porto Alegre = uma zorra) desde a tarde do dia 23 para até a manhã dia 24 de junho (nesse período pode-se consumir bebidas em lugares abertos, o que é proibido nos demais dias do ano). Nessa festa vi uma grande tenda médica atendendo dezenas de adolescentes inconscientes devido ao consumo exagerado de álcool e outros modificadores de espírito. Também vi jovens depredando lixeiras, subindo nas luminárias e quebrando placas de sinalização, além de que, quando passam por você gritam “viva Québec”, e a gente deve responder “viva”! Está feito o diálogo!
Com os jovens que realmente pude conversar, que eram colegas de trabalho, todos de nível universitário (já graduados em química ou engenharia química) e que falavam francês e inglês, bem como suas namoradas, todos tinham um certo sentimento que lhes foi transmitido de reolta pelos mais velhos, mas devido ao seu esclarescimento, nenhum aprova a independência do Québec. Mais interessante foi uma outra moça que cursava Comércio Exterior na ULaval e falava também francês e inglês, nascida no interior do QC ela foi à Capital estudar, e numa de nossas conversas me explicou que detesta a zorra do dia da independência e que considera a separação uma opção não posível na atualidade.
Embora o Carlos tenha pedido para não compararmos com o Brasil, dessas minhas experiências com os nativos quebequenses, percebi que o sentimento de separação que alguns dos mais velhos têm, se asseelha muito com o que houve aqui no RS, com o dito “Pampa é o meu país” (que não vingou, assim como no QC), e ainda se nota o orgulho do pessoal no RS em dizer que é gaúcho antes de ser brasileiro. O sentimento de amor pela terra onde nasceu é bastante presente na cultura do gaúcho, assim como a preservação dos hábitos e tradições, mesmo que churrasco de picanha assada na brasa faça mal à saúde, nenhum gaudério ´louco de fazer churrasco com gás :bigups:
FCelso
Participante@Carlos_Santos wrote:
Ola Aline,
aqui é sempre feito anualmente. Eu tive nela em 2007 ;-)
Em outras cidades eu nao sei….
Eu participei em outubro de 2009 e foi bastante interessante pois fiz contacto com duas empresas, a Vaperma para minha área (que você mesmo Carlos havia me recomendado, assim como um colega pesquisador na ULaval) e a Ubisoft para a área da minha esposa.
Infelizmente, com a crise de 2009 muitas vagas foram canceladas, e mesmo demissões aconteceram (na Vaperma, de 75 empregados no final de 2008, restaram 19 no início de 2009). Atualmente o mercado deve estar melhor que m 2009. Quem for à feira poderia postar aqui no fórum as suas impressões de como anda o mercado e a recepção das empresas em relação aos imigrantes.FCelso
ParticipanteBoas Pessoal,
O Cabeda não tem mais o que fazer enquanto espera a etapa federal do processo dele, daí ele coloca o Tico e o Teco para trabalharem :lol: :lol: :lol:
Particularmente, o meu caso é de alguém que foi para o Québec e trabalhou lá por 1 ano numa posição equivalente a que eu tinha no Brasil. Nesse ano por lá, e um ano depois de volta ao Brasil, decidimos (minha esposa junto nessa) por ficar no Brasil, especificamente na Capital do Meu Rio Grande do Sul (embora me agrade mais o interior, ou seja, a colônia, o meio do mato mesmo). Em cinco meses que retornei do Canadá consegui um emprego na minha área de atuação (ensino e pesquisa em universidade privada) e um ano após o meu retorno minha esposa conseguiu emprego também na sua área de atuação (ensino e pesquisa em universidade pública). Estou mencionando aqui o tipo de trabalho porque no nosso caso o trabalho está relacionado com a realização pessoal (independente do valor econômico).
Como o Cabeda mencionou, tirando a condição econômica, ou melhor, a possibilidade de melhorar a condição econômica, temos as questões pessoais, assumindo que a assimilação do clima também seja questão pessoal.
Apenas uma ressalva: Quem está atacando o Brasil, faz menção ainda da existência da violência, mas numa situação econômica melhor, a tendência da criminalidade é diminuir.A respeito das questões pessoais, no meu caso, não me agradou a cultura quebequense, há um alto grau de alienação e infantilidade nos jovens adultos, que achei surpreendente em se tratando de um país dito desenvolvido. Não me agradou também a tendência à inércia dos canadenses em geral, ele não se manifestam para nada, falta entusiasmo para o dia-a-dia, mesmo que o palestrante da imigração tenha dito que Québec é a parte mais latina do Canadá, não tem comparação o nível de vibração e de energia positiva. Eu que não gosto de futebol, fiquei impressionado com a festa feita pelos Colorados na semana passada quando ganharam a Libertadores pela segunda vez. E pasmem, a festa nas avenidas da capital se realizou de maneira a não cometer vandalismos, um grande progresso!!!
Em relação à língua, para quem vai, é necessário aprender a lígua base de onde se está morando, e no Canadá são duas, inglês e francês. Falar português por lá vale a pena para quem pretende trabalhar com negócios internacionais entre Brasil/Canadá, tipo transferência de tecnologia. Gostar ou não das línguas do Canadá é indiferente neste caso, pois é necessário e ponto.
Sendo a adaptação ao clima também pessoal (minha assunção), gostaria de mencionar que não passei tanto frio no Québec como passo numa cidade do interior do RS durante o inverno gaúcho (outono e primevera quebecas). A principal diferença é que as edificações são aquecidas no QC, e no RS é raro que se tenha edificação aquecida. O que mais me incomodou foi a sensação de enclausuramento, pois nos 6 meses de inverno, mais um mês antes, outro depois, é necessário passar muito tempo em lugares fechados, seja casa, shopping (que eu detesto), carro, ônibus… Treinar corrida mais de 6 meses em esteira ou em pista fechada, é de se sentir como um ramster! Fora o clima chuvoso em verões convencionais…
Sobre o Brasil ser país do futuro, não cheguei a ler a resportagem da ISTOÉ, apenas olhei por cima, pois sou cético no tipo de abordagem que essas revistas apresentam. Entretanto, algumas reportagens de jornais tem mostrado uma tendência de aumento de contratação de pessoal qualificado, incluindo pessoal de TI e importação de engenheiros para suprir a demanda de trabalho crescente aqui no país.
22 de agosto de 2010 às 22:28 em resposta a: Roupas de Inverno – Onde comprar (Ville de Quebec). #40820FCelso
Participante@SANDROMS wrote:
O thermal é um tipo de sous-vetement (roupa de baixo) – e acho que o termo certo é “Sous-vêtement thermique” (merci google) – ele é feito de materiais que esquentam pra caramba. Em cima é como uma camiseta, e em baixo como uma ceroula. Não é como as coisas que fazem no Brasil de lã ou algodão. E fino e leve e não sei qual é o segredo mas vc veste o treco e começa a suar.
Boas Sandro,
Só para deixar mais claro a partir da técnica, os tecidos utilizados nestas roupas de baixo são tecidos sintéticos, desenvolvidos com materiais e trama de tecido específicos para evitar a perda de calor do corpo. Tecidos comumente utilizados são o poliéster e a viscose. Na área esportiva, se encontra ainda a possibilidade de tecidos como esses e que ainda contam com a característica de deixarem o vapor de suor sair e a água da chuva (ou neve derretendo) não entrar. A marca GEOX trabalha com esses tipos de materiais. São mais caros, mas tem um desempenho, conforto e durabilidade bem superiores aos mais simples (e baratos).
20 de agosto de 2010 às 20:30 em resposta a: Apenas uma reflexão sobre nossa posição na sociedade Quebeca #40784FCelso
Participante@mrodolfo wrote:
Os brasileiros tem por hábito denegrir a própria imagem e pensam que os outros povos fazem o mesmo. Aqui não. A população tem muito orgulho de ser o que é e fazem questão de deixar isso bem claro.
Isso me lembra bem a tradição dos gaúchos… Os ufanistas que o digam! :discuss:
FCelso
ParticipanteGeminho,
No caso da reportagem que você mencionou, o que está envolvido aí são os bens de consumo, ou seja, não se refere diretamente ao imposto incidente no sálario. O imposto sobre produtos industializados é com certeza muito maior no Brasil do que em muitos outros países, não somente em relação Canadá.
O que não se pode confundir custo de vida com poder de consumo. O custo de vida é relaivo ao que se precisa para sobreviver e, para quem está imigrando, é fundamental para calcular quanto gastará em unidades monetárias para poder realizar seu planejameto sem passar sufoco. É a partir desses dados que pode-e planejar ficar economizando antes de ir, ou ir já quando se aingiu a quantidade de recursos adequada para seu planejamento. Pode haver bastante diferença conforme a cidade para onde se vai, e a cidade de onde se está partindo. Numa cidade no interior do RS, pode-se ter um custo de vida bem baixo (básico do básico, para estudante solteiro) em torno de R$ 600,00 com alimentação e moradia, andando a pé, enquanto que em São Paulo – Capital, só o aluguel pode já passar desse valor. Outro exemplo, ainda na cidade do interior do RS, R$ 2.000,00 é o valor que gasta uma família de 2 adultos e 2 crianças, mantendo carro (Gol ou Astra usado – 5 anos) e pagando prestação da casa própria. No Québec há também essa diferença, em Montréal tende ser mais alto o custo de vida, certamente que em cidades menores, não é tão alto.Nesse sentido, vai minha contribuição:
Pessoa sozinha – estudante – Cidade do Québec.
Alugando um quarto para estudante em Sillery ou Ste-Foy (próximo à ULaval), se gasta em torno de 450 em aluguel (pode ter tudo incluido, luz, aquecimento, telefone local, internet, local para armazenar comida, frigobar, cozinha completa, etc).Alimentação, preparando em casa fica na faixa dos CAD$ 60.00 por semana, sem bebida alcóolica e com pouco leite (menos de 1 litro por dia). Passe livre de ônibus fica em torno de CAD$ 60.00 por mês, mas pode-se ir a pé para a Universidade.
Básico do básico (moradia, alimentação e transporte), seria uns CAD$ 850,00 (que dá uns R$ 1500,00) ao mês.
FCelso
ParticipanteBoas Patinha,
É importante para quem está indo ou ainda em processo de decisão para ir, que você continue com os relatos da vida real.
Dar a cara a tapa nem sempre é fácil, mas faz parte quando somos pioneiros. Tem gente que escreve besteira por não ter a sólida base da vivência, fazer o quê?
Acho que quanto mais detalhada a descrição, melhor, incluindo aí as diversas circunstâncias que envolvem o relato, pois geralmente é algo bastante específico, relacionado à realidade de cada um. E sabemos que os brasileiros têm realidades muito distintas, seja no Brasil, seja o Canadá!Um abraço e novos voto de boa sorte no processo de validação. :bigups:
FCelso
ParticipantePara quem ainda não passou uma temporada completa (1 ano) de Canadá, gostaria de sugerir que se preparem espiritualmente para longos tempos em ambientes fechados. Isso é algo que não acontece no Brasil e, independente da temperatura, me afetou bastante. Embora não se sinta tanto o frio,a sensação de enclausuramento é bastante grande, pois mesmo dispondo de tempo e $ para praticar os ditos esportes de inverno ao ar livre, como esqui, patinação no gelo e caminhada com raquetes, acaba-se passando muito tempo em lugares fechados. Sem falar do tira e bota de roupas, botas, luvas, toucas, cachecóis… Não apenas no inverno, mas na primavera e no outono também. Além disso, há os dias chatos no verão, e como eu disse antes, há verões e VERÕES. É por essa razão que se nota a tendência dos quebecas em AMAR os terraços, as atividades ao ar livre no verão e aproveitarem ao máximo quando o clima está bom.
Se o aquecimento global realmente se instalar e o QC tiver um clima decente, aí sim, quem sabe eu cogite a possbilidade de imigrar. Isso se houver espaço no meio de tantos imigrantes do sul (EUA) que subirão para a nova terra prometida (descongelada) :bigups:
FCelso
Participante@SANDROMS wrote:
Me desculpe FCelso, mas não posso concordar com essas duas afirmações citadas acima. É o segundo verão que eu passo aqui, e tem feito calor e sol quase todos os dias.
Meu filho passeia todo dia com a turminha da garderie e tá muito mais moreno do que jamais esteve em Curitiba. E as professoras pedem que passemos filtro solar nas crianças todos os dias.
Agora sejamos sinceros, só faz calor em junho, julho e agosto. E mais concentrado em julho. :cry:
Outra coisa, sempre ouço as pessoas aqui falando aqui que Montreal é geralmente 4 graus mais quente que Ville de Quebec. E acho que venta menos também.
Sandro,
Não estou mais no QC, mas as informações que eu obtive sobre a regularidade do clima é de que se assemelha mais com a descrição que postei aqui do que a que tu estás falando para o verão.
Isso quer dizer que há verões e VERÕES, como há invernos e INVERNOS. Você que esteve aí no verão passado e nesse que está passando, não foi horrível o primeiro de 2009 e maravilhoso o segundo de 2010???
O mesmo vale para o inverno, em 2009 estava bem frio (peguei mínima de -35oC indo para o trabalho de manhã) e em 2010 o inverno foi relativamente curto e “quente”…
O senhor (de 65 anos) que me recebeu em sua casa, na Cidade do Québec, e não em Montréal, me disse que o verão 2009 estava horrível (chuvoso e frio para a época). O mesmo senhor me informou que em 2007 foi um dos melhores verões da sua vida. E eu estive lá no verão de 2008, que ele me disse que era um verão convencional, por isso utilizei ele como padrão de comparação.Um detalhe: clima não adianta concordarmos ou discordarmos, quando muito podemos descrevê-lo e relatá-lo, para que os demais possam ter uma vaga ideia do que há pela frente :bigups:
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