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gabi-infirmiere
Participantebem vinda.
ha muita informaçao sobre o processo de imigraçao, e pouca info sobre o processo de equivalência com a OEQ. Explore o forum e acrescente suas contribuiçoes.
gabi-infirmiere
ParticipanteTO = érgothérapie no QC
= ordem profissional
= verificar os trâmites necessarios para exercer segundo os critérios da OEQ.
http://www.oeq.org/profession/obtenir-permis/candidat-hors-canada.fr.htmleles sao tao bonzinhos que possuem até a pagina ja traduzida em português. :mrgreen:
http://www.oeq.org/langues/portuguais.fr.htmletapas =
fazer o processo de imigraçao (ja discutido em inumeros outros topicos, provincial + federal) E fazer o processo de equivalência junto à OEQ.conheço 1 ergo brasileira atuando aqui e o processo dela foi muito simples, ela encaminhou tudo a partir do BR, chegou au QC com autorizaçao para estagio (a OEQ pode direcionar para curso ou para estagio, ou os 2) e foi contratada imediatamente ao término de seu estagio, pelo mesmo empregador.
Ela atua com pessoas idosas em perte d’autonomie.É bem mais simples do que para fisios e enfermeiros.
gabi-infirmiere
ParticipanteAcho que vc esta enganada, estagios acadêmicos NAO CONTAM como experiência para o processo de enfermagem. O que é considerado sao os estagios REMUNERADOS.
Veja o topico sobre enfermagem e familiarize-se com o processo.
bonne chance.
gabi-infirmiere
Participanteo salariominimo é 9,90 por hora e em geral trabalha-se de 20 à 35, 40 horas por sem.
para musicos, nao sei como é o mercado. em Montréal há a associação dos musico do metrô (agradeço ao violinista da estação Jean Talon que alegrava minhas manhãs!). para tocar, é necessário uma autorização
na comunidade immigrer ha alguns post sobre música tb
http://www.immigrer.com/faq/sujet/quartier-des-musiciens-.html
sobre custo de vida há outros posts, basta pesquisar. Apenas um porém, nas atuais regras, música não faz parte das listas que pontuam para a imigração ….. :roll:
gabi-infirmiere
Participanteaqui as estaçoes de setembro-2012, vale a pena ver como a OIIQ muda um pouco o perfil mas sem sair do arroz-feijao ..
Dessa vez, quem cedeu as informaçoes foi outra colega, a Lucinei =1- Depressão. Acho que idetificar o risco de suicídio
2-Congé rinoplastia. (ver se tinha tomado alguma medicação opioide)
3-Congé de cirurgia de úlcera venosa. Relação d’aide + enseignement + nota de enf.
4-Fenda labial no recém-nascido (mas o foco é a depressão da mãe)
5-Erro de medicamento (detectar o erro e fazer o raport incidentaccident).
6-Ensinamento de nitroglicerina spray+patch
7-Depressão respiratória em post-op. de PTH. (avaliar a ordonnance médicale, PTI, ex. lab., ordonnance collective). Determinar o dégrée de sédation, dar ou não narcan.
8-Ensinar o PAB a fazer mobilização com uma paciente no 2 dia de PTH
9-Definir o plano de trabalho de duas pacientes para a enf. aux. e a PAB.
10-Curativo de nefrectomia (incluindo a técnica de calçar luvas e abrir o pacote de pinças. Podre!!!kkkkkk) não esquecendo tbm de avaliar a plaie.
11- Paciente com crise de epilepsia há 10 anos. A definição do caso mandava dar um depakene que já estava preparado. (Acho que o lance era esse: não dar medicamento preparado por outra pessoa. Patinei e não vi outra saída).
12-OAP
gabi-infirmiere
Participantepara os futuros enfermeiros, seguem as dicas preciosas do exame da OIIQ de março de 2013, gentilmente cedidas pelo CEPI (e futuro enfermeiro!) Marcos Antonio. Em azul, minhas observaçoes ;-)
Relato da prova prática- ECOS/OSCE.
Fiz a minha no St Mary e tinham CEPIS francófonos e anglófonos juntos. Todos os atores eram bilingues (alguns com sotaque marcado), bem como as avaliadoras e os papéis…Caso1: jovem internado por 1o episódio de esquizo. História de ruptura amorosa recente, tem boa relação com uma irmã e é hora da refeição e vc tem q convence-lo a comer.
Nao sei se aqui a OIIQ esperava do CEPI convencer o paciente a comer, mas talvez expôr seus medos, suas incertezas, verificar se a esquizo esta controlada (nao vendo ou ouvindo ninguém de *extra*) etc. Casos de psiquiatria sao um MUST, sempre acontecem nos exames – teorico e pratico!2) Senhora com DB tipo 2 que é levada ao hospital pq desmaiou em casa. Historia de nao uso adequado de medicações orais.
Dependendo da idade da senhora, o CEPI poderia verificar como ela toma os medicamentos,s e usa uma dosette, se tem habitos bem definidos, se conhece os riscos, talvez fazer um reforço de sinais de hipo e hiper glicemia. Estas estaçoes também sao CLASSICAS, sempre perguntam algo sobre diabetes!3) Bebê de 2 meses internado por febre. Explicar à mãe ansiosa sobre ATB, coleta de exames de sangue e urina.
Muitos CEPIs nao sabem como lidar com ansiedade dos pais. Os pais possuem direito sobre os filhos, nesta situaçao a OIIQ poderia complicar e colocar um pai que fosse contra a prise de sangue, por exemplo.4) Senhora com dor crônica em consulta em clínica externa que quer se suicidar naquele dia.
Aqui é o classico dos classicos, saber fazer o COQ (Como, Onde e Quando) da depistagem suicidaria, verificar o risco, verificar se o COQ é estabelecido e fazer a segurança do paciente (tirar joias, cintos, colocar a jaqueta do hospital, todo o protocolo. CLASSICA, so mudam o cenario (pode ser um suicidario em qualquer circunstância ….)
5) Senhor em 5o dia de internação pos AVC que tem que começar a comer. Um PAB está lá e vc tem que orienta-lo, explicar e corrigir suas ações, bem como avaliar o paciente.
A OIIQ quer ver como o CEPI delega as ordens e como ele se porta em relaçao aos outros profissionais da equipe. UM PAB nao tem acesso ao prontuario, ele nao pode receber informaçoes como motivo da internaçao ou medicaçoes, deve receber apenas as informaçoes basicas para que possa executar suas açoes. o CEPI que diz *verifique no prontuario* com certeza perdera pontos. Esta estaçao pode ainda avaliar se o CEPI sabe sobre as texturas permitidas ou nao em casos de AVC, avaliar a capacidade de deglutiçao, etc
6) Senhor em postop de PTG com antecedentes de ICC e que apresenta sinais de OAP.
Eles gostam de colocar algumas situaçoes de urgências e um OAP é uma delas. O CEPI deve saber identificar na auscultaçao e nos sinais do paciente (normalmente os atores dos exames exageram, eles fazem todos os sinais possiveis!). Se o CEPI simplesmente coloca o oxigênio ele com certeza PERDE esta estaçao, que exige conduta imediata (Oxigênio + conforto do paciente + entrar em contato com o médico)7) Senhor em postop de cure-inguinal (ou enxerto aorto-femoral, não lembro) que
apresenta dor em baixo ventre, mas diz que urinou há pouco. Vérificar globo vesical e fazer cateterismo.
Globos vesicais acontecem SEMPRE! E aqui eles usam o bladder scan, um aparelhinho que calcula o volume de urina na bexiga. Nas estaçoes, o CEPI pode dizer que fara o bladder scan, mas geralmente o examinador dira que nao tem. Ele devera entao, fazer a palpaçao do globo e iniciar as medidas nao medicamentosas para estimular a urina (abrir a torneira, fazer a pessoa andar, coloca-la no vaso sanitario, etc)8) Bebê RN (um boneco assustador, no meu caso) que precisava tomar vitamina K. Realizar preparação, explicar pra mãe e aplicar.
Essa é uma novidade dos ultimos anos da OIIQ, algumas estaçes incluem a demonstraçao de uma técnica. Em setembro-2012, foi para realizar um curativo e em marô-2012 era para colocar luvas de maneira estéril. Nada muito tenso9) Senhora postop de PTH. Tinha uma ferida no calcanhar. Avaliar a ferida e Braden para intervir nos fatores de risco de feridas.
Velhinhos + longo periodo acamado = alto risco de ulcera de pressao! A escala de Braden é a mais utilizada, nao se preocupem, provavelmente na estaçao terao o modelo para apenas preencher. O CEPI deve fazer a escala, determinar o risco e propôr as açoes para minimizar os riscos.10) Senhora internada por quedas frequentes. Avaliar o risco de quedas, a infecção urinária e avisar médico.
de novo, um classico da geriatria. Risco de queda é um dos problemas frequentes e com o risco de queda vêm os protocolos de restriçao ou de contençao (que estao cada vez mais em desuso). Infecçao urinaria em velhinhos pode ser algo colonizado, so começa a ser preocupante se ha alteraçao de estado mental, se ha hematuria ou outras complicaçoes. Nao sei qual era o quadro de infecçao dessa estaçao, eventualmente a OIIQ esperava que o CEPI dissesse apenas que a senhora esta colonizada, nao sei …
11) Senhor em clínica externa para retirada de pontos de sutura apresenta dor (DRS, infarto?) . Avaliar e intervir (avisar méd e esposa – no meu caso)
dor toracica numa clinica externa? Esta estaçao é a tipica pegadinha! Pois pode ser de tudo = de dor gastrica em funçao de antiinflamatorios a uma ruptura de aorta! O CEPI tem que fazer TODO o PQRST (provoca – qualidade – regiao – severidade – tempo) em relaçao a dor, tentar identificar se é causa cardiaca, gastrica, pulmonar ou outra e executar a açao. provavelmente esta estaçao tinha um telefone na sala, por isso o CEPI ligou para o médico (A OIIQ nao coloca *enfeites* na sala; se ha algo, provavelmente sera necessario!)12) Senhora internada por hipocalémia, apresentou confusão durante à noite e foi contencionada. Avaliar causas da confusão, seu estado atual e dizer se continua ou nao em contenção.
Ah, reconhecer os sinais de disturbios eletroliticos, outro classico. Pode ser hipocalcemia, hiperkaliemia .. eles adoram! Negociar a contençao também é um classicao, lembrando o que disse , por aqui a restriçao esta sendo monitorada a fundo, a tendência é so usarem em casos muito graves onde outros meios nao sao possiveis.13) Senhora internada precisa ser colocada em isolamento por gastro. Pede que explique os cuidados e lavagem de mãos.
Os isolamentos e as regras! devemos conhecer as bacterias *méchantes* do Québec, ou seja, a SARM, o C.Diff e os ERV = Staphylococcus Aureus Résistant à la Méthicilline, Clostridium difficile e Entérocoques Résistants à la Vancomycine. Devemos conhecer as medidas de isolamento e precauçao para cada uma delas. Facil.14) Jovem que mora com namorado tem história de violência conjugal. Avaliar rede de apoio e intervir.
Violência conjugal, violência parental, buylling, pedido de aborto, pilula do dia seguinte, depistagem de SIDA ou de Clamydia, utilizaçao de drogas injetaveis … sempre rola algo de psicossocial nos exames da OIIQ. devemos conhecer as linhas gerais dos recursos para estes casos.15) Hemorragia digestiva alta, com HB baixo, TNG, sonda, O2. Tinha 5!!! folhas pra ler, avaliar a paciente e ajustar PTI.
Esse foi aparentemente o mais dificil. A OIIQ sempre coloca uma estaçao complicada, onde os 10 minutos parecerao insuficientes para completa-la. Nessas horas, devemos fazer o maximo que pudermos e aproveitarmos até o ultimo segundo.16) Paciente 2 dia pos ponte de safena apresenta diaforese e alucinações. Antecedentes de consumo de álcool “social”.
Outro caso do psicossocial. Alcool ou drogas, um deles sempre é pedido. O que é consumaçao 8social* ? Por aqui usam a maxima de que se o paciente diz que bebe 5, calcule como se fossem 10 … ha um culturalismo de *diminuir* as doses e os profissionais da saude devem saber reconhecer os sinais de abstinência além de os serviços que podem ser acionados.Foi muuuuuito cansativo, estressante e nos deixa sempre com aquela sensação de esqueci de fazer isso e aquilo outro. Agora é esperar o resultado. Abs.
Para a estaçao 15, em Gatineau, ao invés do PTI a candidata tinha que ligar para o médico
traduçao das siglas =
ECOS/OSCE = examen clinique objectif structuré
CEPI = candidato à profissao de enfermeiro
DB = diabetes
ATB = antibiotico
AVC = acidente vascular cerebral
PAB = préposé aux bénéficiaires
PTG = protese total de joelho
ICC = insuficência cardiaca congestiva
OAP = edema agudo de pulmao
RN = récem nascido
PTH = protese total de quadril
DRS = dor retroesternal
HB = hemoglobina
TNG = tubo nasogastrico
PTI = plano terapêutico de enfermagemÉ estressante, sem duvida nenhuma. Mas nao pedem nada absurdamente dificil. Nao tera nenhum exame da OIIQ onde o CEPI sera obrigado a fazer o exame dos nervos cranianos, por exemplo … eles tentam focar na realidade quebeca, em casos que efetivamente acontecem no nosso dia-a-dia.
espero que as estaçoes e as observaçoes possam ser uteis.
gabi-infirmiere
Participanteuau, nada como falar com quem entende do riscado!
super, Ronaldo!!Em funçao da desatualizaçao, peço para a moderaçao excluir meu comentario precedente, para evitar confusoes
gabi-infirmiere
ParticipanteParabéns aos novos CSQ!!!
Dos poucos relatos com a nova entrevistadora, o que *EU* estou percebendo =
quando a profissao é em demanda, ela nao ira implicar tanto.
Quando a profissao tem um mercado mais restrito ou o acesso é mais tenebroso, ela ira frisar este aspecto, como que testando as reais intençoes dos candidatos.Pode ser so uma impressao, mas ao menos é o que me parece ….
gabi-infirmiere
Participanteum médico de familia é um generalista entao ele pode pedir o que quiser, mas em geral, como em qualquer pratica médica, os especialistas terao a tendência a procurar mais a fundo, pedindo exames mais especificos, justamente por terem uma formaçao aprofundada num determinado assunto (ha médicos que sao mega especializados, como o ortopedista que so opera joelhos ou o reumato que se especializa em Lupus). O médico de familia deve ser capaz de fazer a pré seleçao, ver os problemas mais comuns, tratar e encaminhar quando o caso escapa do seu limite de açao (ha exames e procedimentos tao especificos que mesmo se um médico de familia pedir, ele nao sabera interpretar, entende?).
É ai que existe a grande diferença entre os médicos de familia e as IPS (infirmière praticienne spécialisée). As IPS possuem uma lista limitada de itens que podem prescrever (medicamentos e exames). A lista em geral cobre as grandes linhas do atendimento de primeira linha, e se houver a necessidade de algo complementar, ela ira pedir para o médico parceiro (IPS trabalham em parceria com médicos de familia).
(nas outras provincias na ha lista, como dito na reportagem, no QC somos um pouco atrasadinhos em relaçao ao escopo de açao das IPS)Nada impede uma pessoa de ir a uma urgência, mas qual seria o objetivo? Ir numa urgência e esperar umas 4 h para poder fazer exames periodicos que a pessoa acha pertinente fazer? O melhor, nesses casos, é ir numa clinique sans rendez-vous e conversar com o médico que o atender (e tentar sempre ir na mesma, para criar um dossier = quem sabe, com sorte, o médico nao acabe aceitando-o como médico de familia?)
Alguns protocolos sao diferentes, por exemplo o papanicolau para mulheres é preconizado aos 2 ou 3 anos, e nao anualmente como é no Br. Esta determinaçao nao vem apenas com embasamento econômico, mas a partir do EBM (medicina baseada em evidências). Temos a tendência de achar que *quanto mais exames, melhor*, mas a medicina deve ser em sua grande parte uma questao de entrevista, exame fisico e analise dos sintomas. Médicos que sao *exame-dependentes* acabam nao aprendendo a exercer esta verdadeira arte.
(e como temos médicos que sao viciados em lista de exames!! parece-me que nao sabem fazer nada sem prescrever no minimo uns 10 exames por paciente, mesmo sem saber o porquê de estarem pedindo-os …)gabi-infirmiere
Participante(cont)
Curiosamente, o Estado está desesperadamente à procura de aumento da eficiência para o sistema mas não está tão ansioso para suportar o acréscimo de atos médicos aos enfermeiros assalariados. No entanto, o aumento dos pacotes de remuneração dos médicos e farmacêuticos ou reembolso de medicamentos, causam uma pressão significativa sobre as finanças públicas. As unidades de saúde estao sufocadas pelas demandas incessantes de racionalização do MSSS. Assim, eles têm outras coisas para pensar ao invés de pensar nos ganhos que o sistema teria em resultado da revisão do modelo de colaboraçao enfermeiro / médico. Na verdade, eles estão condenados a reanalisar a diminuiçao dos serviços de enfermagem. As regras que regem o acesso aos serviços garantidos não são uma responsabilidade do Estado? A incoerência entre planos de seguro e da organização dos serviços de emergência parece-me preocupante. No sentido estrito do termo, os cuidados de enfermagem a domicilio não fazem parte do pacote de serviços garantidos.
Estamos no bom caminho? As leis profissionais permitem aos enfermeiros cliniciennes e praticiennes de fazer muito mais. Eu estimo que enquanto os médicos de primeira linha forem pagos ao ato, ou seja, por volume, nao havera nenhum estimulo para que so enfermeiros tenham maior participaçao. Além disso, na logica do médico agindo como a porta de entrada ao sistema, o sindicado dos médicos (FMOQ) é mais dispostos a procurar “ajuda” ao invés de promover um novo modelo no qual a enfermeira praticienne tenha um papel importante.
Colocando enfermeiros e médicos em envelopes orçamentarios concorrentes, o modo de pagamento do sistema é um freio estrutural importante na inovação e melhoria dos serviços de saúde em Quebec. Por anos, especialistas propoe a noção de “captação”. Claude Castonguay também defende um mixto de captação de pagamento método de atos para a primeira linha.
Quero lembrar as enfermeiras atuantes no sistema apresentam inovações que transformaram o sistema de saúde, em especial, Info-Santé, a triagem nas urgências, as enfermeiras-pivôs em oncologia. Além disso, a colaboraçao enfermeiro-médico oferece importantes resultados clínicos para os pacientes. A literatura diz que essa parceria reduz a mortalidade na UTI, reduz o uso de certas drogas, reduz o tempo de permanência nos hospital, aumenta a satisfação no trabalho e dos pacientes. Em função desses resultados, nao podemos deixar de lamentar a falta de incentivos que permitiriam a renovaçao das parcerias médicos /enfermeiros. Enquanto isso, temos de confiar na boa vontade de médicos e enfermeiros no campo que são capazes de inovar. Danielle D’Amours, inf., Professor no ISP da Universidade de Montreal, disse em uma palestra que “A colaboração é voluntária, mas … não pode ser deixado somente à vontade dos individuos.”
Concordo com ela!gabi-infirmiere
ParticipanteOtima reflexao sobre o sistema de saude quebeca.
Agora que Mme Desrosiers nao esta *atada* com as obrigaçoes como presidente da OIIQ, ela pode botar a boca no trombone.fonte = http://gyslainedesrosiers.com/conference-causerie-dr-alain-vadeboncoeur/
Esta é uma traduçao meia boca da Conférence-causerie avec Dr. Alain Vadeboncoeur, que pode ser lida originalmente em francês no site acima.
Optei por traduzir (rapidamente, entao desculpem eventuais erros de sintaxe e de coordenaçao) para que todos possam ter acesso a esta reflexao.
Para quem nao sabe como funciona, médicos sao pagso *à l’acte*, o que quer dizer que cada coisinha feita em consultorio, por menor que seja, é cobrada e paga pela RAMQ.
Para terem uma ideia, quando um médico faz um bla-bla-bla de 5 minutos sobre alimentaâo, ele coloca na fatura que enviara à RAMQ **orientaçoes nutricionais** e recebera 40$ por isso.
Quando a nutricionista do CLSC fica 1h com um paciente para fazer o bla-bla-bla nutricional, ela nao recebe nenhum centavo a mais, pois ela é assalariada e isso faz parte de suas funçoes.A mesma coisa quando os médicos vacinam os bebês nos consultorios = itrao cobrar da RAMQ a vacina + o ato de vacinar (mais uns 40$). NO CLSC’ a enfermeira em puericultura vacinara o bebê e nada sera cobrado, pois o CLSC compra as vacinas por lotes e paga a enfermeira atraves de um salario fixo.
É para repensar profundamente como o sistema funciona …
O texto ficou gigante, irei colocar em 2 partes.Une alliance stratégique infirmière/médecin est-elle possible pour innover et améliorer les services de première ligne au Québec ?
Durante a última campanha eleitoral, a atenção focada em questões de saúde pairava sobre o número de médicos de familia e as promessas de “um médico de família para cada cidadão” em um futuro mais ou menos próximo. Esta declaração, que brilhou em sua simplicidade, para não dizer por seu simplismo, nao convenceu ninguém, muito menos os especialistas em saúde.
A acessibilidade aos serviços de saúde a partir da visão tradicional de acesso a um médico é a solução no atual contexto do envelhecimento e da epidemia de doenças crônicas? Certamente que não! Garantir o acesso à serviços multidisciplinares de primeira linha permitindo um atendimento global sera à altura desse desafio.
Existem dois grupos de profissionais cujas atividades têm um impacto global: médicos e enfermeiros. Para ter sucesso em mudar radicalmente o sistema de saúde, é preciso agir sobre essas duas profissões. Por um lado, os médicos estão no centro do sistema de seguro-saude (RAMQ*), através da “necessidade médica” e sua posição de autoridade legal sobre as prescriçoes (medicamentos e exames*) lhes da um enorme poder. Do ponto de vista cientifico, eles oferecem tratamentos médicos avançados e determinam as necessidades de prestação de cuidados de saúde.
Por outro lado, os enfermeiros constituem o maior e mais versatil grupo de profissionais que é, juntamente com os médicos,os unicos a atuarem em todos os locais e em todas as esferas, seja em primeira linha, seja em cuidados especializados. Enfermeiros estao envolvidos também em diferentes areas como em políticas públicas de saúde, em educação terapêutica e na coordenação de cuidados.Os acordos atuais de colaboração são os ideais? A divisão de tarefas entre os profissionais permite melhorar a acessibilidade e acompanhamento (dos doentes*)? Infelizmente, Quebec esta atrasado no que se refere à essa orientaçao. Claude Castonguay diz em seu livro mais recente “… enfim, a divisão do trabalho com outros profissionais, sobretudo com enfermeiros,permanece limitada no Québec, o que reduz a produtividade dos médicos de família… “.
Dois milhões de cidadãos não têm outra escolha, a nao ser procurar os serviços de emergência.No entanto, todas as comissões de estudo têm recomendado a mudança do atendimento hospitalar para o atendimento ambulatorial além de garantir o acesso através dos serviços de primeira linha. A transferência dos serviços hospitalares para o ambulatorial e domiciliar visa enfrentar o tsunami de doenças crônicas e evitar as despesas colossais que estao envolvidas quando a pessoa procura um serviço hospitalar.
Nós vimos o QC investir na primeira linha e isso se chamava a rede CLSC. Infelizmente o projeto foi ignorado pelos médicos que não o consideram lucrativo o suficiente e não queriam perder seu status como empreendedores. Assim, o Quebec recomeçou a desenvolver uma primeira linha, dessa vez estruturada em torno dos médicos de familia e os nomeou como grupos de médicos de família (GMF). Na verdade, o GMF procura agrupar os médicos para evitar o modelo de pratica individual. O ministério da saude e de serviços sociais (MSSS*) apresentou alguns atrativos financeiros para incentivar os médicos a escolherem esta modalidade. Até a data, parece que menos de 50% dos clínicos gerais têm aderido aos programas.
GMF podem beneficiar de dois enfermeiros “emprestados” pelos CSSS. Dois enfermeiros para dez médicos está longe de ser um modelo colaborativo e inovador! A FMOQ conseguiu a inclusao des IPS nos GMF em troca de vantagens financeiras quase extravagantes, mas isso é outra história. O status de assalariadas das IPS “emprestadas” por CSSS é uma garantia de que o dinheiro de seus salarios nao seriam oriundos do dinheiro destinado aos médicos pela RAMQ. “Eu nunca entendi como podemos transferir os atos profissionais de alguém sem transferir o budget da RAMQ”.
Muitas vezes ouvimos que os enfermeiros devem fazer mais procedimentos médicos ou que os “super-enfermeiros” deveriam substituir os médicos. É esta a solução para os problemas de acessibilidade? Eu digo que talvez ….. a transferência de atos médicos para outros profissionais não dá o efeito desejado. Nao temos que pensar no caso das sages-femmes. O desafio é financeiro. Os médicos têm um envelope ($*) protegido que está crescendo, gerido pelo RAMQ. Na verdade, para a profissão médica foi concedido um mercado monopolista. Seus serviços são fornecidos, reembolsados pelo Estado e, além disso, à eles foi concedido o poder de decidir se estão dispostos a atribuir ações ou nao a outros profissionais. O Estado, fraco diante desse poder médico, nunca se atreveu a remover da lista os atos concedidos a outros profissionais e, finalmente, a transferência de atos nunca é acompanhada por uma transferência de orçamento. Em um hospital, um ato feito por um médico é de alguma forma “gratis” (nao faz parte do orçamento do hospital, portanto, não atribuível). Ultimamente, a recente transferência de atos aos farmacêuticos foi acompanhada por uma negociação feroz sobre os honorarios dos farmacêuticos.
(ver parte 2)
gabi-infirmiere
Participanteacho que você ainda esta confundindo algumas coisas …. como sua duvida pode ser a duvida de outros, editei novamente o primeiro post.
A OIIQ ira validar sua profissao como base na grade acadêmica do CEGEP, que é chamado technique collégial* mas que seria + ou – um tecnologo no Brasil. (A formaçao CEGEP nao é equivalente a uma formaçao técnica brasileira!)
Em relaçao à equivalência, nao da para *escolher* se vamos fazer como CEGEP ou como Universidade pois para a OIIQ eles colocam todas num mesmo balde. Para eles, fazemos a equivalência para sermos *enfermeiras* e ponto.
Como você tem um bacharelado, apos concluir a equivalência da OIIQ, sera com seus empregadores que conseguira validar o nivel universitario, sendo entao contratada como *infirmière clinicienne*. Se quiser, podera ser contratada como *infirmière* (= CEGEP) mas isso bloqueara algumas possibilidades de avanço profissional e acadêmico.
:!: :!: :!: volte algumas paginas neste mesmo topico, ha uma discussao sobre isso. Eu acreditava que todos empregadores reconheceriam automaticamente nosso bac, mas é algo a ser discutido caso a caso mesmo :!: :!: :!:
Entao, familiarize-se mais com o processo, encaminhe a documentaçao conforme solicitado pela OIIQ e aguarde o parecer.
bonne chance.
gabi-infirmiere
Participanteo objetivo da palestra é esse, nao é ? *vender* o Québec.
quem *compra* o QC acreditando apenas no que é dito nas palestras, esta dando um tiro no pé.
Nao acho errado os entrevistadores serem mais *realistas*.Como disse, aos poucos ela estara mais confortavel com os brasileiros, acabara conhecendo nosso perfil, que difere em alguns pontos de outros imigrantes.
gabi-infirmiere
Participante@SANDROMS wrote:
Parabéns àqueles que receberam o CSQ, a Mme Daniela tem razão, não tem moleza não, mas acho que ela não conhece bem os brasileiros. Nós temos um ponto porte e um fraco, o forte é capacidade de adaptação, vontade e destemor de meter as caras. O forte é que o brasileiro típico de classe média é meio mimado. :lol:
apoiadissimo.
(e seria o ponto *fraco* sermos de classe média mimados, nao é? rs)A entrevistadora nao esta *bitchando* com os candidatos, ela esta tratando de algo muito sério e com a seriedade que o assunto merece.
Acho que aos poucos ela vai conhecer melhor o perfil lutador do brasileiro, nao somos figurinhas carimbadas nas filas do BS, realmente vamos à luta, mas nao ha como negar ha muitos que chegam aqui esperando colar de flores, banda com a policia montada e cafezinho com a primeira ministra ….. e esses deslumbrados de primeira viagem serao os que nao aguentarao o tranco. Acho que ela quer procurar fazer essa triagem com essas entrevistas mais diretas e aparentemente rigidas.
mas como dizem, *quem nao deve, nao teme*. Quem se planeja e sabe o que esperar, com certeza ganha pontos preciosos!!o que devemos ter em mente =
ha uma ordem profissional no caminho? conheça de A à Z o processo para sua equivalência, sabendo quais serao os planos B e C (REALISTAS!) enquanto a autorizaçao de trabalho nao sair.
Nao ha ordem profissional ? Parabéns, avançou algumas casas. Mas é importantissimo saber que o QC nao tem necessariamente o mesmo perfil de trabalho do BR.(pesquisar e pesquisar sobre o mercado de trabalho!). Reconhecer as dificuldades é fundamental e é importantissimo assumir esse ponto citado pelo Sandro, a capacidade de adaptaçao e flexibilidade …
No mais, parabéns aos néo-CSQ, que venha o federal!
bonne chance!! (e boa paciência tb!!!)gabi-infirmiere
ParticipanteClarinha,
o MICC validou seu diploma como tecnologo? Estranho, pois nao ha o *tecnologo* de enfermagem no Br. SE o MICC deu um *premier cycle* para você (universitario) entre no processo da OIIQ para *enfermeiro* e siga o passo-a-passo descrito nas primeiras paginas.Apos a validaçao da OIIQ sera com seus empregadores que discutira o salario para ser considerada como *infirmiere clinicienne* (universidade, BAC) e nao apenas *enfermeira* (CEGEP, tecnologo).
Ha discussoes sobre estas opçoes nas paginas precedentes deste topicoSE quiser atuar como auxiliar de enfermagem (=técnico no BR) vc deve aplicar pela OIIAQ, que é outra prdem profissional
Bonne chance
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