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daviararipe
ParticipanteCaro Alok,
Nao se preocupe com a linguagem, nao sou da area mas sei que usam termos universais. Ingles mesmo!!!
Sei que voce prefere o Quebec, mas ainda sim se fosse voce, conversaria com o pessoal de Ottawa pq estao mais organizados e poderam te dar dicas sobre o Quebec tb. Ainda, poderao ate te dar sites de empresas que voce poderia enviar CVs.
Abracos!
Davi.
daviararipe
ParticipanteCastellani, completanto o q vc falou: “será que eu teria boas chances na minha area ou será que é necessario mais mas estudo por parte minha.. para poder chegar ai mais “confiante”. ” Aqui é assim: quanto mais idioma, dinheiro guardado e conhecimento técnico tiver, melhor serao suas chances. Nao tenho como te dar uma informaçao precisa acerca do que você deveria aprender para ter boas chances na sua area aqui. Por isso, aconselho-te a buscar apoio do pessoal da comunidade brasileira em Ottawa : http://www.bino.ca. O pessoal la é muito cortês e vai te ajudar a saber como proceder para aplicar ao “jobs” de TI na regiao.
Abraços.
Davi.
daviararipe
ParticipanteOk Hamilton, perdoe-me por minha resposta acre. Foi mesmo um mal-entendido! E para vc, o Castellani que sao profissionais de TI, digo-lhes que esta é a area de mais facil absorçao ao mercado. Algumas pessoas que conheço daqui pesquisaram sites de empresas como Nortel, Ciena (http://www.ciena.com) e tantas outras da area de high-tech para avaliar a carreira. Ou seja, fizeram uma pesquisa preliminar do que o pessoal desenvolve aqui para ver se estava no perfil. Tem espaço, isso digo sem medo. Aconselho ainda, a vocês, de entrarem em contato com os brazucas de Ottawa que trabalham com TI, a melhor forma seria através do site dos brasileiros de Ottawa: http://www.bino.ca. A comunidade brasileira de Ottawa é plena de profissionais de TI que vieram para ca (maioria de paulistas) nos ultimos 15 anos. Entao, seria bom ver alguém (sao bem gentis e solicitos) para perguntar alguma coisa e ver possibilidades de mercado.
Abraços!
Davi.
daviararipe
ParticipanteWillian na area de eletrônica nao tem tanto problema, mas como eletricista vai ser chato pra reconhecer porque é uma area que requer segurança e outras coisas e assim tem muita coisa pra fazer. Conheci uma vez uma pessoa com formaçao em eng. elétrica que apos ver que seria meio chato pra trabalhar com a mesma coisa resolveu trabalhar com a area eletrônica. Além do fato de ter arranjado logo seu emprego, apos três ele ganha 112.000 dolares por ano!!!
Boa sorte!!!
daviararipe
ParticipanteOla amigos! Estou de volta!!! Como o Carlos falou, estava realmente bem ocupado com a universidade e nao pude acompanhar o forum. Bem, Hanton… Seja um pouco mais cuidadoso com suas suposiçoes. Nao quero criar polêmica ou ainda iniciar alguma discussao desagravel, mas… Ok!!! Recapitulando um pouco a minha experiência devo dizer-lhes que passei por algumas fases aqui no Québec: Fase da empolgaçao e da esperança; fase da preocupaçao, desconfiança e inquietaçao; fase da irritaçao; fase da decepçao e agora creio estar na fase da reestruturaçao das metas. Amigos, o Québec é uma regiao que esta vivendo uma fase de modernizaçao iniciada nos anos 70 quando o governo federal do sr. Trudeau realizou a Revoluçao Tranqüila e iniciou um periodo de concessoes aos quebecois com o fito de permitir uma melhora social. Isso realmente aconteceu e os filhos de operarios sao hoje engenheiros, professores universitarios e médicos. Iniciou-se uma fase de florescimento cultural e o melhor exemplo disto é o Cirque du Soleil. Entretanto, ainda ha vestigios de colonizaçao entre os quebecois, no sentido que muitos se comportam como resistentes de um invasao. Ou seja, sao protecionistas, favorecem a si mesmos. Aos amigos que têm um diploma na area de humanas ou area de saude que sao amarrados a uma fiscalizao de ordem profissional, sem ilusao ou exagero… É muito dificil validar, pois custa caro, é longo e às vezes nao ha vagas na universidade para quem quer fazer os cursos de equivalência. É dificil, mas nao estou dizendo impossivel!!! Mas o que ocorre com muitos aqui é: entre ficar esperando 4 ou 5 anos por uma validaçao de diploma e mudar ou seguir uma carreira conexa é melhor seguir a segunda opçao. No meu caso, como advogado e professor, preferi fazer mestrado em sociologia.
Trabalhar no governo federal ou municipal é o sonho de muita gente daqui, pois sao bem remunerados (média de 60.000 dolares por ano), tem um bom plano de carreira e é estavel. Entretanto, no federal a escolha de um residente permanente é feita so mesmo apos nenhum cidadao qualificado ser encontrado, entao, apos 4 anos como residente (contando tempo necessario e processo de cidadania) você podera ter mais chances. No governo do Québec, esta regra nao é marcada em portarias, mas funciona na pratica e é ainda pior porque mesmo sendo cidadao você nao é de origem quebecoise…. Estagiei em um orgao provincial, por conta do meu programa de mestrado, que tinha 200 funcionarios e eu era a unica pessoa desta unidade que nao era de familia quebecoise!!! Infelizmente isso acontece aqui… Um quebecois sai da universidade e ja vai para o governo se quiser, um imigrante espera entre 5 a 10 anos para ter a mesma oportunidade!!!
Empregos que exigem menor qualificaçao existem, mas têm jornadas longas como o do pessoal que enfrenta Wal-Mart ou algum supermercado e ainda nao pagam tao bem. Mas ha ainda quem faça carreira e apos um bom tempo vira gerente ou encarregado de algum setor e ganha o suficiente para financiar casa e comprar carro. Assim é aqui, você podera viver, vai ter dificuldades, mas depende do que cada busca em sair de seu proprio pais. No meu caso, queria segurança, desenvolvimento profissional e oportunidades. Até agora so a segurança.
Devo lembrar-lhes que o pessoal da area de informatica tem bastante chance porque nao sao vigiados por ordens profissionais e sempre tem trabalho, mas qualquer outra provincia inglesa paga melhor a um profissional de informatica que o Québec.
No meu caso, entre trabalhar em supermercado ou fazer faxina (é sim!!! muita gente com diploma ta fazendo isso aqui pra pagar as contas) prefiri voltar pra universidade. O prêt étudiant do governo do Québec paga seus estudos e te da em media 715 por mês. Dependendo da cidade onde o apartamento nao é tao caro da pra viver, mas sem muito luxo como por exemplo Sherbrooke (melhor opçao pra quem vai voltar a estudar, por conta do custo de vida e da qualidade da universidade), agora se você estiver em Montreal ou Gatineau….. Boa sorte faquir!!!
Voltando a estudar é mais facil porque você conta com um diploma do Québec que é sempre preferido em empregos e faz seus contatos. Isso é um bom caminho. Mas ainda de médio prazo.
No meu caso, estou esperando terminar meu programa de estudos e vou planejar minha saida para Alberta, Vancouver ou Manitoba. Em Alberta existem muitas oportunidades, nao se espera muito tempo para trabalhar, o aluguel e o custo de vida é mais alto, mas o salario compensa os gastos. Além do mais, eles nao ligam se você fala com sotaque.
O francês me parecia ser mais facil de aprender que o inglês quando estava vindo pra ca. Tinha um nivel mediano em francês e basico em inglês. Segundo o Roch Paquette seria ja suficiente pra começar minha vida aqui. Bem, o francês é bem complicado!!! Apos dois anos ainda tenho que aprender, ainda existem erros e antes que alguém duvide de minha inteligência… Isso é uma caracteristica da lingua, tem muitos floreios, fonemas que nao usamos e ai isto se torna um eterno aprendizado. O que é ruim, pois os francofonos em forma geral nao gostam de sotaque e nao gostam de empregar pessoas que devem ligar com publico e têm sotaque forte demais. Pra algumas pessoas é até prova de falta de cultura!!!! (segundo experiências proprias) . O inglês é mais facil (para falar inglês é necessario de um vocabulario de 1000 palavras – francês 3000) e eles nao se incomodam tanto com sotaque. Desenvolvi meu inglês com algumas poucas aulas e com possibilidade de pratica-lo em Ottawa que é do outro lado do rio. Claro, sei que ha casos e casos : “Ahhh, meu primo disse que foi mais facil o francês!!!” Entendo, mas a estrutura é sim mais facil em inglês e o francês nao é tao proximo do português como pensamos.
Assim amigos, sei que isso tudo é cinza! Talvez alguém me ache chato ou estraga prazeres!!! Mas digo isso tudo porque realmente quero ajuda-los. Creio que relatos amargurados sao também importantes. O Québec nao foi bom pra mim porque nao estava com o perfil profissional ideal para um estrangeiro que quer bons trabalhos. Os melhores sempre serao pra eles!!! Mas vocês vao encontrar pessoas que se deram bem aqui, mas nao é a terra para todos os tipos de profissionais.
No mais, agradeço pelas palavras agradaveis de vocês, lembro-lhes que estou disponivel a ajuda-los sempre que a faculdade nao pegar no meu pé… rsssss
E para aqueles mais resistentes a idéia que estao vindo ao paraiso, gostaria de anexar aqui uma matéria em francês do jornal “Le Soleil” falando algumas experiências bem comuns de imigrantes que nao conseguem empregos de melhor qualificaçao.
Abraços!!! À plus!!!
LES IMMIGRANTS SONT FOUS DE LA VILLE, MAIS SE VOIENT FORCÉS DE LA QUITTER, FAUTE D’EMPLOIS
Dans notre récente “radiographie” de Québec, l’immigration y apparaissait de loin comme son principal échec. Les immigrants viennent peu à Québec, et quand ils y viennent, ils en repartent souvent… sans faire de bruit. Ils n’aiment pas se plaindre par peur des représailles. LE SOLEIL a néanmoins demandé à certains d’entre eux de sortir de leur habituelle réserve pour décrire les difficultés d’immigrer à Québec.
Les immigrants sont fous de Québec. Mais pourtant ils y viennent peu, et quand ils y viennent, ils en repartent en très grand nombre. Amèrement déçus, la plupart du temps.
Le cas d’Aka Anam, Afghan d’origine, est particulièrement patent. Après s’être battu pour s’installer à Québec, il vient d’acheter une maison à Gatineau, 14 ans plus tard. “J’en ai assez vu”, laisse-t-il tomber, sur le ton réfléchi de ses 64 ans, de ses études supérieures en France et de sa vaste expérience de coopération à travers le monde, notamment à l’emploi de l’Organisation des Nations unies à un certain moment.
Il déménagera en juillet, avec sa femme et possiblement ses deux filles adultes, hautement scolarisées. “Rien ne bouge à Québec, dit-il au SOLEIL. J’ai tout essayé. Je me suis moi-même dévoué bénévolement au sein d’organismes de soutien aux immigrants pour mieux comprendre. Le résultat de ça, c’est que j’ai payé des impôts ici pour des revenus gagnés en Afrique, parce que mes compétences n’ont pas été reconnues au Québec.”
Ingénieur forestier et agronome diplômé de l’Hexagone, où il a appris un français impeccable, il essuie pourtant un premier refus du Québec en 1987. Mais, raconte-t-il, le Canada insiste pour l’accueillir néanmoins et lui propose Edmunston, au Nouveau-Brunswick, parce que le français y est parlé.
“Edmunston nous a accueillis à bras ouverts, dit M. Anam. Mais nous voulions quand même vivre au Québec un jour, et à Québec précisément. Nous y sommes déménagés en 1990, parce qu’alors plus rien ne pouvait nous en empêcher.” Une fois qu’un immigrant obtient sa résidence permanente dans une province canadienne, il a automatiquement accès à tout le reste du pays.
Première douche d’eau froide : après des mois et des mois de démarches officielles, l’Ordre des ingénieurs du Québec ne reconnaît toujours pas la validité de ses diplômes. Il laisse tomber de dépit et accepte des contrats de coopérant à Madagascar, au Tchad, et ailleurs en Afrique. Pour lesquels il est imposé ici !
Il décroche finalement un petit contrat à 1000 $ par mois, auprès d’une association forestière pour laquelle il bâtit un projet-pilote. Il leur dit : “Si vous êtes contents, nous renégocierons mon salaire en bout de ligne.” Ses employeurs veulent le projet écrit, mais ne veulent plus parler argent. Il prend la porte avec son document.
Il travaille ensuite sur un programme de parrainage de jeunes immigrants, qui marche très bien, affirme-t-il. “Changement de gouvernement, le programme disparaît !” Illustration parfaite du fouillis qu’il dit avoir constaté dans l’accueil local aux immigrants.
“De nouvelles bureaucraties remplacent sans cesse les anciennes, déplore Aka Anam. Il n’y a pas d’écoute des vrais besoins. Un tas de choses simples sont mal supervisées, par exemple la transition de réfugiés qui n’ont jamais vu un lit ni une fourchette de leur vie. Trop de guichets différents à travers lesquels l’immigrant se perd rapidement. Les cours de français sont insuffisants. Et les organisations passent leur temps à répéter aux nouveaux arrivants : “Ici, ce n’est pas là-bas !””
Muraille de protectionnisme
Le Congolais Tity Dinkota ne songe pas (encore ?) à repartir, après trois années à Québec. Mais il a parfois trouvé brutal et exagéré cet “ici, ce n’est pas là-bas” que décrie M. Anam. “Quand nous avons rempli les formalités de citoyenneté québécoise, raconte l’Africain, une fonctionnaire a insisté pour avoir le nom de fille de ma femme, sous prétexte que c’est plus facile, après, pour le divorce. Charmant accueil, n’est-ce pas !” Mais le couple a persisté et a fini par gagner.
Tity Dinkota, aujourd’hui 41 ans, a étudié en Belgique, puis a travaillé en Suisse, notamment dans une organisation de médiation culturelle entre Blancs et Noirs. C’est de là qu’il a effectué sa première demande d’immigration au Québec, en 1998, qui lui fut refusée. La deuxième devait être acceptée, en 2001.
“Ma femme et moi avions eu un coup de coeur pour le Québec, dit-il, à partir de la promotion qui en est faite en Europe. On y dit, entre autres, qu’on peut aisément se trouver du travail sur Internet. Après trois mois de démarches sur le Web, j’ai reçu seulement trois réponses, toutes négatives.”
Les formalités sont longues et rigides, constate M. Dinkota. “Nos formations professionnelles ne sont pas reconnues. Nous nous butons à une muraille de protectionnisme. Mais, insiste-t-il, je décidé de me battre et de foncer tête première, en me disant que s’il reste une seule place pour un immigrant à Québec, ce sera moi !”
Après avoir travaillé 10 mois dans une banque, il décide d’entreprendre une maîtrise à l’École nationale d’administration publique (ÉNAP). Il complète actuellement sa dernière session, par un stage à l’hôpital Laval. Il est aussi entraîneur de soccer de haut niveau (Dynamos et Caravelles). Sa femme a complété un diplôme d’éducatrice en garderie et a décroché un emploi. Leurs trois enfants réussissent bien à l’école.
“Mais c’est maintenant que nous allons découvrir la vraie réalité québécoise, déclare Tity Dinkota. C’est maintenant que je vais voir si un diplôme reconnu par Québec me permettra de faire mon chemin dans une ville de réseaux où se décident 80 % des choses.”
La couleur, un handicap ? C’est Aka Anam qui répond. “Bien sûr que c’est un handicap. Comme l’accent, d’ailleurs. Nous sommes tout de suite marginalisés. Mais comment en vouloir aux Québécois de trouver les immigrants marginaux, dans une ville où il y en a si peu ? Comment peut-il exister une vraie conscience immigrante dans une ville qui compte seulement 5 % d’immigrants ?”
M. Dinkota se choque quand il entend dire que l’immigration ne marche pas à Québec. “Tout le monde sait ça depuis longtemps ! lance-t-il. Mais alors, qu’est-ce qu’on attend pour corriger la situation ? Si l’immigration ne marche pas à Québec, c’est qu’elle n’est pas une priorité, voilà tout !”
LA LANGUE ET LE TRAVAIL : LE DOUBLE CAUCHEMAR DES RÉFUGIÉS
C’est pour leurs trois enfants que les réfugiés kurdes irakiens Wafa et Tahir Said vont finalement rester à Québec. Autrement, ils seraient peut-être déjà repartis ailleurs, tellement ils ont dû faire des sacrifices.
Contrairement aux immigrants indépendants, les réfugiés politiques ne choisissent pas leur ville d’accueil ; ou ont bien peu de choses à dire. Ce qui fut le cas des Said, lorsqu’ils sont arrivés à Québec, en 1995. D’autres ont été déposés à Toronto, à Montréal. Eux ont échoué à Québec. Le choc fut retentissant.
D’abord la langue. Alors qu’il baragouinait déjà l’anglais et qu’il se préparait à l’apprendre correctement avec beaucoup de confiance, Tahir Said découvre qu’il devra plutôt apprendre le français, une langue éminemment plus complexe que la première. Il suit ses 30 semaines de français au défunt COFI (Centre d’orientation et de formation des immigrants), mais c’est nettement insuffisant pour le parler correctement.
Résultat : comment trouver du travail en parlant si peu français, dans une ville de services où à peu près tout passe par la communication verbale ? “Il n’y a pas de manufactures à Québec, dit M. Said. Le français appris au COFI est suffisant pour travailler dans une usine. Mais pas pour servir des clients.”
Deuxièmement : il n’y a pas ou peu d’autres Kurdes irakiens à Québec. Ce qui fait que, contrairement aux Latino-américains, par exemple, les Said ne peuvent pas compter sur une communauté de compatriotes.
Troisièmement : tout est extrêmement compliqué entre le Québec et Immigration Canada, déplore l’homme de 46 ans. “Des familles de réfugiés débarquent parfois à Québec sans que personne n’en ait été prévenu, raconte-t-il. Ils arrivent ici avec un petit sac seulement, et ils savent à peine où ils sont rendus.”
Quatrièmement : sa formation d’aide anesthésiste n’est reconnue par aucun hôpital ni aucune instance appropriée. “On m’a dit de reprendre mes études. Je ne pouvais pas, il fallait que je fasse vivre ma famille.” Il a donc accepté des petits boulots dans la restauration, pendant que sa femme cognait aux portes de tous les hôtels et motels de Sainte-Foy, leur ville de résidence, pour occuper n’importe quel emploi à n’importe quel salaire. Mais en vain.
“Quand nous sommes arrivés, en 1995, raconte M. Said, nous étions plusieurs Kurdes à Québec. Presque tous les autres sont repartis pour que leurs enfants puissent apprendre l’anglais. Les services d’accueil ontariens sont plus rapides et plus efficaces qu’ici, nous ont dit ceux qui sont allés là-bas. Sans compter qu’ils y ont facilement trouvé du boulot. Nous ne comprenons pas qu’il y ait tant d’emplois en Ontario et si peu à Québec.”
Même si sa communauté est minuscule à Québec, c’est quand même vers elle qu’il a dû se tourner pour gagner sa vie. Il travaille de nuit dans une pizzeria qui appartient à des Kurdes.
Mais ses enfants de 8, 12 et 31 ans sont maintenant chez eux, à Québec. “Nous allons rester pour eux. Ils en valent la peine.”
Reprendre l’université à zéro
Le Colombien Luis Carillo, 26 ans, étudie jusqu’à trois heures du matin pour arriver à comprendre le français de l’administration des affaires, dont il espère devenir bachelier, à l’Université Laval. Il lit dans les volumes. Mais beaucoup aussi sur ordinateur, le portable est d’ailleurs obligatoire dans son domaine d’études. “Je commence à avoir des troubles de vision”, affirme-t-il.
Il fait voir ses résultats. Il risque des échecs malgré qu’il parle très bien le français. “C’est une langue extrêmement difficile à lire et à écrire, dit-il. Je me sens donc doublement à l’écart, à l’université à cause de la langue et de l’âge.”
Les réfugiés Luis Carillo et sa femme ont d’abord été dirigés vers Jonquière, quand ils sont arrivés au Canada, à l’automne 2003. “Nous faisions partie d’un groupe de huit Colombiens appelés à s’intégrer à ce qui était appelé là-bas la petite Colombie. Environ 150 familles de mon pays sont passées par cette ville. Mais une fois qu’elles avaient appris le français, elles repartaient presque toutes ailleurs, notamment à Montréal, comme mon père, ou à Drummondville, comme ma soeur.”
Il raconte que plein d’initiatives d’intégration étaient entreprises au Saguenay, mais qu’aucune n’aboutissait vraiment. De sorte que la région s’est vidée de ses Colombiens, comme Québec se vide de plusieurs ethnies.
Le lieutenant Carillo a étudié le génie civil, dans l’armée colombienne. Il a tenté d’obtenir des équivalences au Québec. Les universités ont démontré une certaine ouverture, mais le gouvernement, aucune, dit-il. “Il nous demandait de suivre tel et tel cours de rattrapage. De sorte que ça devenait plus simple de tout reprendre à zéro, même avec deux enfants.”
Il préfère de loin les prêts et bourses à l’aide sociale, laquelle est une vraie honte pour les Colombiens, insiste-t-il. “Dans un pays pauvre comme le mien, les gens sont habitués de travailler dur et ne s’en plaignent pas. Alors quand un Colombien est sur l’aide sociale, dites-vous bien qu’il n’a pas d’autre choix. Se le faire noter par un Québécois est quelque chose d’extrêmement humiliant pour lui. Il va tout faire pour sortir de ça.”
Comme de cueillir des fraises l’été. Ce qu’a fait Luis Carillo lui-même, qui se dit prêt à se battre à l’extrême pour rester à Québec.
Il n’y est que depuis moins d’un an. Il est encore trop tôt pour savoir s’il va ou non repartir un jour. Mais il n’est pas trop tôt pour savoir que le défi est grand. “Il existe un manque d’accompagnement flagrant pour les immigrants à Québec”, déplore-t-il, comme tant d’autres avant lui.
Source : Alain Bouchard, Le Soleil
daviararipe
ParticipantePessoal, esta entrevista do Normando é fundamental pra qualquer um que queira vir ao Québec. Estas dificuldades que ele passou sao comuns a todos nos aqui. Lembrem-se ainda que esta “via crucis” dele foi na Ordem dos Engenheiros do Québec, normalmente a coisa é mais facil em outras provincias. Muita gente aqui acaba voltando pra universidade ou ainda para um cegep (tecnico), pois o tempo de duraçao de outro curso é menor que o tempo da equivalência da ordem e ainda pode-se contar com ajuda para estudos do governo (que nao é também muita coisa). Este protecionismo é forte nas ordens do Québec e o governo se acovarda em enfrenta-los, pois eles votam e apoiam canditatos e nos imigrantes nao.
Abraços!
Davi.
daviararipe
ParticipanteReLucena: Nao so o Quebec, mas todo Canada tem Comercio Exterior bem ativo. Eu conheco gente que conseguiu emprego logo. O mercado eh variado, tem para frutas, moveis, manufaturados em geral etc.
Vc vai encontrar mais informacoes no site do Canada: http://canada.gc.ca/azind/cindex_f.html#itd.Abracos.
Davi.
daviararipe
ParticipanteOla amigos!!!
Adriana: Nao se preocupe!!! As coisas vao acontecer quando vc estiver aqui! Vc vai ver!
Kakazinha: Vc poderia vir e aproveitar uma parte e terminar, mas no seu lugar eu preferiria terminar por ai e iniciar um mestrado no Canada.
Abracos!
Davi.
daviararipe
ParticipanteObrigado Marcus!!!
Na verdade, eu acho importante passar estas dicas pra vcs pq sei o quanto estao investindo e principalmente, o quanto estao deixando pra tras… Familia por exemplo… Eu e outros que conheco, perdemos bastante por nao ter algumas pequenas dicas que eu postei aqui. Eh impressionante!!! Mas tudo bem!!! Se eu soube so agora eh por alguma razao… O Roch tem razao quanto ao aproveitamento, talvez nao tudo, mas algo significativo. Para isso, vc devera traduzir o historico e todas as ementas de curso das disciplinas que cursou ai no Brasil. Nao sai muito barato, pq deve ser feito por tradutor juramentado. Quanto ao melhor caminho para trabalhar, devo dizer-lhe que os tres sao muito bons!!! Creio que vc podera escolher qualquer um de acordo com sua afinidade quando iniciar seu estudos por aqui.
Abracos!!!
Davi.
daviararipe
ParticipantePessoal, neste site do Gov. do Quebec vcs vao encontrar as regras para solicitar ajuda para estudos em geral:
Davi.
daviararipe
ParticipanteEste outro aqui eh muito bom para encontrar apartamentos em todo Canada!!!
Abracos!
Davi.
daviararipe
ParticipanteOla amigos!!!
Este site eh de uma imobiliaria que opera na regiao de Gatineau, nele vcs vao ter uma nocao de precos e tb de regras e qualidade dos aptos daqui:
Davi.
daviararipe
ParticipanteKakazinha: O estagio aqui eh feito, salvo raras excessoes, dentro de seu progama universitario de estudos. Depende do programa, em algumas areas, como direito e fisioterapia, o estagio eh obrigatorio ao fim das disciplinas de equivalencia. E ele eh remunerado, e bem remunerado. Mas durante o periodo de validacao vc podera pedir ajuda social ao governo para ficar so nos estudos. Nao eh muito, mas da pra sobreviver. Mesmo pq creio ser melhor so estudar neste periodo, para assim ter boas notas para o emprego ou pos-graduacao. Ou ainda, se vc preferir, podera trabalhar em outro servico durante os estudos. Os estudantes aqui, quando querem um pouco mais de dinheiro, trabalham em cafes, restaurantes e afins, mas fica dificil de conciliar.
Abracos!
Davi.
daviararipe
ParticipanteAdriana, se ficar alguma duvida quanto a mestrado no Canada, por favor mande suas questoes ok? Pois isso eh muito importante e estou convencido que este eh, dentre muitos, o melhor começo para nos aqui.
Abraços!
Davi.
daviararipe
Participantecorreçao: este eh o site da Sotaque Brasileiro
http://www.sotaquebrasileiro.com/canada/index.html
Perdao amigos…
Davi
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