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Anonymous
ParticipanteEm relação a “pegar pesado” com PJ é verdade, pois eles querem ver se os impostos foram pagos etc. Sendo empregado, a carteira profissional é suficiente, pois o ônus do recolhimento dos impostos devidos fica com a empresa.
Portanto, quem é PJ deve estar com a documentação toda em dia, os contratos para provar a experiência e tal. Sempre lembrando que a experiência contada é aquela da área de formação.
O relato postado nem foi um relato realmente … mostra apenas o resultado, sem detalhar como foi a entrevista.
Aos que estão por fazer entrevista e estão com a documentação em ordem, nada a temer. Agora, se quiser dar um jetinho … problemas ‘a vista. Sempre lembrando que a entrevista é um evento único em nossas vidas, enquanto que, para o entrevistador, faz parte do dia a dia e ele já é “macaco velho” nisso de avaliar pessoas …
Bonne chance ‘a tous
Anonymous
ParticipanteOlá Milenne,
Eu escreví para seu email, mas não sei se vc viu. Nós vamos fazer entrevista em Recife no mesmo dia que vcs, só que a nossa será à tarde. Vamos nós encontrar aqui em Salvador, para falar sobre o assunto!
Até mais!
Carol22 de agosto de 2009 às 00:52 em resposta a: 2 meses e meio em Montreal – A vida seguindo seu rumo #36643Anonymous
ParticipanteAlexandre,
Conheço uma pessoa que faz o curso de frances na comissão escola (e não a francisação (ele ja fez a francisação)) e ele diz que o curso é bom e que teve um nivel que ele teve que repetir pois não obteve o percentual minimo exigido.
A respeito do curso de ingles, eu posso passar minha experiencia apartir de 8 de setembro, vou espera passar umas 2 a 3 semanas para ter realmente uma noção boa para dar um relato inicial, como sou professor (apesar de ser de informática -> dou aula a mais de 15 anos) também posso dar minha opinião como profissional.
Sobre conciliar o tempo, so vou poder falar depois de começar tb.
Eu fiz o teste na McGill e achei um pouco puxado sim o teste, mas la seriam 2 vezez por semana por 350 $ pelo modulo ate dezembro tb. Mas o minha decisão foi fazer na comissão, primeiro por causa do dinheiro é claro, mas em si é que se eu achar pesado e não tiver dando conta (acho pouco provavel, pela minha experiencia de trabalho, mas pode acontecer) eu desisto do curso anoite e não terei perdido muito dinheiro. E depois que tiver um nivel mais avançado (ja que começarei no basico 4 de um total de 5 niveis de basico), posso pensar em fazer na McGill caso não goste do curso da Comissão, o que acho um pouco provável. Mas so posso falar isso depois quando tiver minha experiencia o que colocarei aqui com certeza.
Um abraço,
Jean
21 de agosto de 2009 às 04:31 em resposta a: 2 meses e meio em Montreal – A vida seguindo seu rumo #36633Anonymous
ParticipanteOla Milena,
Tudo joia?
Aqui no me caso foi um caso a parte, pois o logement que alugamos é um duplex com um meio subsolo onde é a garderie que o Luiz está. Os tres locais (o terreo e o segundo andar (onde moramos)) junto com a garderie pertence ao morador do andar debaixo ao nosso. E ela me disse assim que alugamos o local que tinha uma criança que estaria saindo justamente em agosto, mes no qual iriamos começar a precisar da garderie, então foi excelente para a gente, ou seja, no primeiro inverno, o Luiz não vai precisar de sair para ir a garderia, pois a escada é interna dentro do logement.
A garderie é uma garderie que custa 7.00 $ o dia. Como somente eu estudo durante o dia e a Camila não está estudando e nem trabalhando durante todos os dias (em tempo completo), não temos o direito do reembolso do valor da garderie. C’est domage. Essa foi a informação que tive na escola onde estou fazendo a curso de frances. No seu caso, acredito que vc deverá procura na escola onde vc vai fazer o curso as informação sobre o reembolso da garderie. :) Qualquer coisa me mande um email que trocamos informaçoes pelo telefone, se vc assim quiser.
Um abraço,
Jean
21 de agosto de 2009 às 04:13 em resposta a: 2 meses e meio em Montreal – A vida seguindo seu rumo #36632Anonymous
ParticipanteOla b_laudanum,
Tudo joia?
Olha eu achei o apto para alugar no http://montreal.kijiji.ca/ fui no item de locação de imoveis temporários. o link direto é http://montreal.kijiji.ca/f-immobilier-locations-temporaires-W0QQCatIdZ42. Tinha amigos que iam visitar o apto para a gente. No que alugamos acabou que foi um que ninguem foi antes de alugar e somente quando ja tinha que pagar pela alocação um amigo que tinha acabado de chegar foi ate la para mim. Não foi bem o que queriamos, mas nos ajudou muito. Era uma sublocação de um apto de uma pessoa que iria viajar de ferias. Não utilizamos a roupas de cama e banho de la (o mesmo foi oferecido pela moça, mas preferimos usar o que tinhamos levado.).
Como tenho dois filhos, os studios não estavam disponiveis para a gente, pois precisaria de pelo menos dois quartos. (pelo menos um 4 1/2).
Acredito que valeu a pena. :)
Obrigado e boa sorte a todos pelas palavras deixadas aqui,
Um abraço,
Jean
21 de agosto de 2009 às 01:44 em resposta a: 2 meses e meio em Montreal – A vida seguindo seu rumo #36630Anonymous
ParticipanteOi Jean,
bacana saber as impressões depois de 2 meses. Parece pouco mas é muito para vcs que já estão aí, batalhando.
Achei interessante vc citar que alugou um ap temporário pois eu penso em fazer a mesma coisa. Ficar 1 mês num ap mobiliado (por acaso o seu foi do mystudio?) e procurar com calma um ap definitivo, enquanto providenciamos o resto das coisas.
Essa dica do curso de inglês tb foi ótima. Vamos fazer a mesma coisa qdo chegarmos aí. Acredito que mesmo sendo prof de inglês, nunca é a mesma coisa qdo falamos 24h por dia com nativos da língua.
Parabéns pelas conquistas. Desejo muita sorte e sucesso pra toda sua família,abraços!
Anonymous
ParticipanteOi P, muito obrigada! Pois é, faremos parte do mesmo grupão que vai invadir o Quèbec ano que vem 8)
Vai ser muito legal encontrar todo mundo por lá e conviver juntos, não estando mais só na net ;)
Pat… com certeza vc ajudou muito :) Não tenha dúvida!
Anonymous
ParticipanteDia 27/agosto vai ter palestra aqui em Curitiba.
Eu me increvi lá, espero conseguir ir assistir pra saber das novidades, mas sabe como é … correria por conta dos preparativos da mudança!20 de agosto de 2009 às 04:06 em resposta a: I encontro de Imigrantes – Brasil Junho 2008 – Proposta #36617Anonymous
ParticipanteOla Beto,
O Encontro virtual aconteceu em 2008 e os arquivos dos videos encontram-se no inicio desse post.
Se tiver outras pessoas que tenham interesse de um encontro como esse, acredito que seja uma boa ideia, mas tem que ser organizado, vamos deixar so a poeira baixar um pouco por aqui e vejo se conseguimos organizar um outro.
Um abraço,
Jean
Anonymous
ParticipanteOla,
Acho que ja dei minha contribuição ao tópico mas quero apenas acresentar algumas coisas.
Eu mesmo fui de calça Jean e uma blusa social e um sapato social. Quando estava esperando para entrar para a entrevista vi um rapaz saindo de la de bermuda e camiseta e tinha sido aprovado.
Sugestão não se preocupe com a roupa que vcs devam ir, apenas coloquem a roupa que vc gostar e deseja ir para esse dia importante.
Apenas mais uma observação:
Comecei a francisação ontem e na escola vi uma jovem em pelo ambiente de trabalho (pois estava la trabalhando em uma sala reservada para funcionarios) com um short o qual é bem comum aqui em Montréal (acredito que no verão, pois acabei de chegar (2 meses e meio)).
Segue uma foto de um casal que fizeram a entrevista com o monsieur Daniel Leblanc e solicitaram tirar uma foto com ele e o mesmo muito simpatico o permitiu.
http://chukruttesonice.blogspot.com/2009/04/entreveista-m-leblanc.html
Um abraço,
Jean
Anonymous
ParticipanteNa nossa entrevista Mme. Marlène Charron-Geadah estava vestida praticamente de capoeirista!!!
Vestia regata vermelha, calça branca de algodão e chinelos de dedo!
Como eu tinha lido nos relatos de entrevistas de poucos dias antes da nossa entrevista que ela estava bem informal, então mudamos nossa estratégia e meu marido foi de camisa social de manga comprida azul (mas dobrada até o cotovelo), calça clara tipo jeans, mas em estilo mais social e sapato social e cinto marrom. Eu fui de blusa manga curta branca, calça social em tom grafite e sapato bico fino vermelho, combinando com a bolsa vermelha. Estávamos bem arrumados, chiques, sem estarmos suuuuuper formais.
Íamos de terno e gravata (Glau) e terninho grafite (eu) mas resolvemos mudar para algo menos formal e não nos arrependemos. Nos sentimos confortáveis, arrumados, bem apresentados (isso é importante) e estávamos nos sentindo bonitos… rsrrsrsrs Depois vou colocar as fotos que tiramos no nosso blog :)
Anonymous
ParticipanteOi Patinha,
pois é, cada entrevistador com as suas opiniões. Eu fiquei chateada na hora, na verdade, mais preocupada que outra coisa, mas passou, o que importa mesmo, como eu disse será lá em Montrèal. Obrigada por ser sempre tão gentil e tão prestativa, agradeço muito pela ajuda, pois devo muita coisa do meu dossiê à vc!! :)
Vamos continuar conversando sim pelo msn, é só o tempo de voltar e retomar a vida! Bjos.Oi Luidge, parabéns pela sua conquista tb! Pena vc não ter ficado, poderíamos ter marcado para comemorar todos juntos! :D
Eu ainda vou correr atrás da tal declaração oficial para poder mandar com os documentos do federal, mas só qdo voltar à manaus mesmo, não tem jeito. Agora é relaxar e aproveitar as praias aqui! 8) Parabéns mais uma vez!Anonymous
ParticipanteOi pessoal, obrigada mais uma vez!
Estamos ainda em Salvador até o final dessa semana, tentando aproveitar sol e mar, mas só chove aqui todo dia… fazer o quê! Mas não podemos reclamar, pois estamos de barriga cheia não é mesmo? ;)Pois é Sandro, é um livro né? Tentei ser bem detalhista pra poder ajudar ao máximo as pessoas que ainda vão fazer entrevista e que por ventura tenham uma situação parecida com a minha. Eu tb fiquei com a pulga atrás da orelha… mas quer saber? O que importa é que tínhamos todos os pré-requisitos para sermos aceitos, fizemos o teste online umas 3 vezes e nossa pontuação sempre era alta. Eu pensava “não é possível que não dê certo”… A Mme. Marlène só fez seu trabalho de conferir todos os documentos e como tínhamos tudo certinho, não tinha como dar problema. Mas uma coisa é certa… que não gostei da risada dela, não gostei mesmo, e não tô nem aí se ela achou que eu me baseei somente nessa lista (ela disse isso no final da entrevista, e eu repliquei dizendo que não mesmo, que tinha outras fontes tb), o que importará mesmo será lá em Montrèal, na hora do “vamos ver” é que eu vou decidir em qual escola a Ju vai ficar. Tenho certeza que a minha pesquisa vai me ajudar muito na hora da decisão, assim como nossa planilha de custos também nos dará uma boa base.
Obrigada mais uma vez por todas as mensagens de carinho de todos vcs aqui e no nosso blog. :D
Anonymous
ParticipanteValeu pessoal!!! Já comemoramos comendo nosso acarajé hoje!! 8)
knwt, esse clima de ‘conspiração a favor” será o tema do nosso próximo post, com direito a fotinhas e tudo :)
Anonymous
ParticipanteOlá pessoal,
É com enorme prazer que venho aqui descrever pra vocês como foi o momento que definiu nosso futuro para sempre, e que ocorreu aqui na cidade de Salvador. Preparem-se pq é uma carta digna de Pero Vaz de Caminha.
Nossa entrevista foi às 10 horas da manhã, hoje, 18 de Agosto, mas estávamos tão ansiosos que chegamos ao Othon às 08:30… é, isso mesmo! Com 1 hora e meia de antecedência.
Conseguimos dormir bem, embora tenhamos acordado às 04:30 (meu marido) e eu às 05:30 da manhã. Estávamos nervosos sim, mas estávamos muito mais ansiosos para que acabasse logo do que preocupados se seríamos aceitos ou não.
Tínhamos pouco mais de 100 horas de Francês. Para ser sincera, começamos nosso nível 3 na AF agora no início do mês de Agosto, completando 108 hrs com mais 12 horas de aula com a professora privé.
Pois bem, chegamos ao Othon, logo subimos e ficamos lá aguardando no bendito banquinho. Mme. Marlène estava terminando seu café da manhã e estranhamos por que não havia mais ninguém ali esperando.
Logo ela passou por nós no corredor, mas não falou conosco, nem cumprimentou, nada. Sabendo que seríamos provavelmente entrevistados, claro.
Esperamos até as 9 e um rapaz que estava esperando na recepção do hotel subiu, conversamos com ele cerca de 10 minutos, quando a Mme. Marlène o chamou. Ficamos tensos! Foi aí que meu nervosismo começou, parece que só nesse momento nos demos conta de que aquilo era real, que estava acontecendo mesmo!!!
Eu levei um lenço pois sabia que iria suar muito. Minhas mãos estavam encharcadas de suor, frias. Comecei a enxugar as mãos e fiquei pensando em cada momento que estaria acontecendo lá dentro… 20 minutos depois, o rapaz sai!!!!
Gente… que frio na barriga! Felizmente, ele foi aceito. Saiu com um sorrisão no rosto e seu guia Apprendre le Quèbec nas mãos. Mais alguns minutinhos e ela viria nos buscar. Que desespero!!!! Me deu vontade de gritar… e de sair correndo… hahahhahahaha
Bem… ela veio e nos chamou. Muito educada, muito formal. Como levamos nossa filha, ela explicou que não era necessário que ela assistisse à entrevista, ela pediu que ela aguardasse no restaurante. Eu disse que tudo bem, que sabia que não era necessário, mas que a tínhamos levado pq ela havia nos acompanhado à Bahia.
Bem… entramos na salinha. Cadeiras vermelhinhas, lindas! Sentamos. Ela viu nossas pastas! Abriu um olhão! (Levamos 2 pastas, uma somente para a documentação, e a outra com nosso projeto). Ela começou com as formalidades, explicando o objetivo, perguntou se falávamos o francês, eu disse que éramos nível débutant e que tínhamos começado o nível 3 agora. Ela disse que iria falar devagar (mas em nenhum momento ela falou… ao contrário, falou rápido pacas! Da metade para o final da entrevista ela inclusive aumentou o ritmo.) e que se não entendêssemos poderíamos pedir para repetir.
Ok… pediu nossos passaportes (agora era oficial!! Tínhamos começado mesmo!) e verificou os nomes. Como eu tenho nacionalidade espanhola, ela perguntou pq meu nome espanhol é diferente do brasileiro. Expliquei e disse que usaria o nome brasileiro para fazer o visto. Ela entendeu.
Perguntou nossas datas de nascimento. Pediu nossa certidão de casamento. E perguntou de quem era a filha. Pediu a autorização do pai da Ju.
Eu, prontamente, saquei da minha pastinha a autorização que o pai dela fez registrada em cartório e que no juizado da infância e na polícia federal eles aconselham que seja feita de 3 em 3 anos. É a validade “oficial” pela lei brasileira. Ela leu. Releu…
Eu gelei! Ela disse que para entrar no Quèbec, aquela declaração não era válida, pois era uma coisa muito específica. Eu precisava de uma autorização que fosse referente à imigração permanente. Eu expliquei que aquela declaração era a oficial pela justiça brasileira, quis explicar que fui no juizado e lá mesmo me deram o modelo, mas meu nervosismo não deixou. Ela disse que tudo bem, ela entendia, mas que para entrar no país, a lei canadense exigia essa declaração mais específica e que eu precisaria corrigir isso. Bateu o desespero!!!
Ela disse que me daria um modelo oficial depois e que eu precisaria mandar junto com a documentação do federal essa declaração.
Bom… aí ela perguntou sobre os diplomas de técnica e nível superior. Ela mesma falou assim: quando vc enviou sua documentação, vc ainda não tinha terminado seu curso superior e agora, vc conseguiu terminar?
E eu disse, sim, terminei em julho desse ano, e que já havia colado grau e que havia dado entrada no diploma e no histórico escolar. Mas que eu tinha uma declaração da universidade de que eu tinha concluído. Dei a ela, ela olhou. Perguntou por que eu decidi entrar para a faculdade se eu já havia uma formação técnica. Eu expliquei que no Brasil é muito melhor em termos de mercado e salário que a pessoa mesmo sendo técnica tenha o nível superior. E que as empresas exigem isso. Ela perguntou quanto tempo de curso, eu disse 3 anos e 6 meses. Ela perguntou pq 7 períodos e não 8, para completar 4 anos. Eu disse que não sabia, que era uma escolha da própria universidade e que o programa era completo mesmo assim e que servia tanto para dar aulas (licence) tanto para trabalhar nas indústrias (bac). Ela entendeu e aceitou.
Perguntou se eu estava trabalhando, eu disse que sim, que estava dando aulas de inglês num instituto de línguas, que fui convidada a dar aulas lá. Ela perguntou quantas horas por semana eu trabalhava, eu disse que em torno de 12 a 15 horas. Perguntou quanto tempo por semana eu gastava preparando as aulas, e se tinha alguma atividade extra além das aulas.
Aí perguntou sobre meu trabalho anterior. Eu expliquei que trabalhava como química responsável pela empresa, era responsável pelo meio ambiente, era uma empresa multinacional de origem alemã. Ela perguntou pq eu resolvi sair e eu expliquei que foi uma situação complicada. Como química responsável, era meu nome que estava sendo responsabilizado pelas decisões da fábrica e a direção da empresa não seguia as normas brasileiras para o meio ambiente, e que eu não concordava com aquilo. Eu tinha medo que algum problema acontecesse e que eu seria responsabilizada e penalizada por aquilo. Ela perguntou se eu tentei fazer alguma coisa para mudar. Eu disse que sim, mas o problema era que isso partia da própria direção da empresa e que era complicado ir contra. E por isso eu resolvi sair. Ela foi bem bacana nessa hora, entendeu e disse que devia ser muito frustrante para um profissional trabalhar numa empresa assim onde vc quer fazer as coisas como devem ser feitas mesmo e que não respeitam, eu concordei e disse que isso realmente era frustrante e preocupante em Manaus, que ocorria muito.
Aí, ela perguntou sobre o emprego anterior, que foi em outra multinacional, eu trabalhei como técnica de produção na área de química. E antes disso, em outra multinacional, como técnica também.
Ela pediu todos os comprovantes, o do emprego atual (levei uma declaração da minha coordenadora) e a carteira de trabalho, ela olhou tudo. Perguntou inclusive sobre os estágios que fiz em toda a minha carreira profissional. Perguntou inclusive sobre a outra escola onde dei aulas de inglês e quanto tempo por semana eu lecionava.
Ela perguntou então com o que eu trabalharia no Quèbec e pq escolhemos o Quèbec. Eu disse que trabalharia como técnica em química, ou ainda como analista ou técnica na área de Qualidade pois eu tinha também experiência de mais de 3 anos nessa área, até conseguir finalizar meu processo na ordem dos químicos. Disse que escolhi o Quèbec, primeiro pela questão profissional, nossa realização pessoal e profissional, pela qualidade na educação, pela alta segurança, etc, tudo para nossa filha.
Aí ela perguntou qual cidade escolhemos, eu disse que Montrèal. Ela perguntou pq e eu disse que as maiores ofertas de emprego foram para a cidade de Montrèal e que tínhamos feito inscrição em vários sites de emprego. Ela pediu para ver as ofertas de trabalho que tínhamos, eu mostrei algumas, disse que eram todas da área técnica pq eu iria começar trabalhando assim lá. E que a maioria que eu tinha recebido eram para a área da qualidade. Ela perguntou quais eram as exigências, eu disse que nível técnico ou superior, além do francês e do inglês. Aí ela perguntou se eu sabia qual era o salário para um técnico em química em Montrèal e eu respondi que a média salarial era entre 16$CAN e 25$CAN a hora. E que eu achava que um salário inicial na faixa de 16 a 18 já daria um salário razoável para começar.
Daí ela perguntou sobre o custo de vida em Montrèal. Eu mostrei nosso budget, e disse que tinha colocado algumas despesas extras, tipo roupas de frio, a alimentação da Ju na escola, gastos com qq material escolar para ela. Ela olhou, olhou. Viu o valor que colocamos para o aluguel (1200) e perguntou como eu cheguei naquele valor. Eu disse que tinha pesquisado alguns apartamentos. Ela pediu para ver nossas ofertas de apps, eu mostrei e aí, ela perguntou quais bairros tínhamos pesquisado. Eu expliquei os três, e expliquei que só poderíamos definir qual bairro após escolher a escola da Ju. Ela perguntou quais escolas eu tinha pesquisado. Eu falei na St-Louis no Plateau, St-Luc em NDG e Paul Gérin em Outremont. Daí ela perguntou como eu cheguei nessas escolas. Eu disse que tinha pesquisado na internet, algumas delas eu tinha referências de pessoas com filhos estudando lá e também mostrei a lista do Palmarès, que era a lista que classificava as escolas e eu dei uma olhada nessa lista, para me basear mais ou menos como elas foram avaliadas.
Gente… outro momento de tensão. Ela riu, e riu muito. Ela riu de colocar a mão na boca para não dar gargalhada, balançou a cabeça e tudo… eu fiquei totalmente sem graça. Fiquei mesmo sem saber o que fazer, o que pensar… pensei “será que fiz merda?”, “será que falei alguma coisa que não devia?”… a Mme. Marlène é de Montrèal e imaginei que melhor que eu ela deveria saber alguma coisa com certeza… mas foi hiper constrangedor pq ela só ria e não disse nada…
E foi um momento de grande tensão. Ela não explicou nada e disse que tudo bem… aí ela começou a falar em inglês. Disse que já que eu era professora de inglês, provavelmente eu sabia falar inglês… Mas eu sinceramente não lembro o que ela perguntou. Só sei que eu estava tão concentrada no francês que com certeza falei muito melhor o francês que o inglês, com certeza… fiquei com vergonha! Rsrsrsrrsrs
Bom, aí ela virou pro meu marido e perguntou somente em francês pra ele sobre o trabalho, o que ele fazia, o que mais gostava no trabalho dele e o que menos gostava. Perguntou também pq não tinha terminado a facu. Nossa, meu marido tava muito nervoso. Não perguntou mais nada dele.
Em seguida, ouvimos a impressora… eu pensei… “aaahhhh”… e ela calada, o tempo todo. Depois sorriu e disse que tinha o prazer de anunciar que fomos aceitos (YAY!!!) e que ela não iria perguntar mais nada e nem pedir para ver pq viu que estávamos bem preparados e entregou nosso guia, disse que iria entregar só por uma questão de formalidade mas sabia que nem precisaríamos pois tínhamos pesquisado muito e que tínhamos um ótimo projeto.
Depois falou das escolas pra Ju, disse que no Quèbec há uma “falsa notícia” que corre sobre o fato dos filhos de imigrantes não poderem entrar para as escolas privés, e que isso não é verdade, o Quèbec dá o mesmo direito à todos e que essa coisa de escola privé ou pública não tem nada a ver. Disse que aquela lista do Palmarès (aí, ela finalmente me acalmou) não era muito segura, que a lista mudava muito, as escolas mudavam muito de posição, que o melhor mesmo era visitar as escolas. E eu disse que era isso mesmo que eu iria fazer, pois eu tinha gostado muito da St-Louis no Plateau, pelo seu programa pedagógico, achava que minha filha se adaptaria muito mais facilmente lá, ela explicou que o Plateau é um ótimo ambiente para as pessoas com veia “artística” e que seria um ótimo lugar para viver. Aconselhou a começar o mais rápido possível o processo na ordem dos químicos, pois é um processo complicado e demorado, e a maioria das empresas preferem quando mesmo técnico, possua registro na ordem. Eu disse que era isso mesmo que eu iria fazer. Assim que recebesse o diploma, mandaria todos os nossos documentos para traduzir e depois mandaria para a validação do MICC e também para continuar o processo da ordem.
E por último ela me deu o modelo de declaração oficial para poder entrar e morar com a Ju no Quèbec e disse expressamente que deveríamos mandar junto com o pedido dos visas, pois se não mandássemos daria problema e não conseguiríamos dar continuidade no processo. Nos entregou o papel da francisation en ligne, e também o de reembolso da AF.
Nossa entrevista durou 1 hora exatamente. Foi bem tensa, com picos de desespero. Meu lenço ficou tão encharcado de suor (eu fiquei segurando-o o tempo todo nas mãos) que eu acho que vou ter que jogá-lo fora… heheheheh, ficou podre!
A Mme. Marlène, acredito eu, nos tratou de forma educada (salvo quando ela riu muito e me senti idiota), olhou tudo o que pôde, de documentos ao projeto, e foi super detalhista. Acredito que tenha sido assim por dois motivos, pelas exigências impostas para a minha profissão e também pq tenho uma filha de outro casamento, onde acho que ela quis assegurar que eu tivesse certeza do que iria fazer por ela, no sentido de escolas e tal.
Aconselho a quem tem filhos de um casamento anterior, que faça logo uma declaração nesses moldes “imigração permanente” e não somente a declaração do juizado.
Bom, aos que ainda vão fazer antrevista: ela olhou nosso dossiê sim, não tudo, mas a maioria. Quis saber muito sobre a questão profissional e sobre as escolas. Bairros, custo de vida e quais nossos planos.
Saímos de lá extremamente aliviados! Foi uma tensão muito grande, mas conseguimos! Agradecemos a todos os nossos amigos e família, pois cada um deles estava torcendo e rezando por nós no exato momento de nossa entrevista. Amigos virtuais como a Silvana, Patinha e Claudia, além das pessoas nos blogs que nos mandaram muitas mensagens de força e carinho. E também nossos amigos de Manaus, lely e knwt que assim como nós também foram aceitos no Quèbec.
Agora sim podemos curtir Salvador! E comemorar!!! =D
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