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FCelso
ParticipantePré-data: Sábado 16h
Alguém mais????
20 de julho de 2011 às 15:42 em resposta a: Uma equação difícil: emprego, pós-doutorado, imigração #46042FCelso
ParticipanteBoas Márcio,
Se tu pretendes deixar aberta a porta da imigração a curto prazo, sugiro que busques uma bolsa do Canadá, e não do Brasil, porque aqui no Brasil, CAPES e CNPQ te obrigam a retornar ao país pelo tempo que foi concedida a bolsa.
No meu caso, consegui uma bolsa do CBIE (http://www.cbie.ca/) para 1 ano de pós-doutorado. Não se vai como imigrante (“visto” de residente permanente) e sim como trabalhador (visto de trabalho, vinculado ao período da bolsa). No contrato da bolsa havia ainda a possibilidade de trabalhar um número “x” de horas, remuneradas e fora do projeto de pesquisa, desde que aceito pelo supervisor.
Minha sugestão é que consigas uma bolsa de pós-doc similar à essa que obtive pelo CBIE e entre com o pedido de imigração depois que estiveres ambientado e realmente decidido, ou seja, depois de fazer um “test drive” no Québec/Canadá. Nesse test drive você experimentará o modo de vida (incluindo custos) no país, ganhando salário (bolsa) em valores locais. Você também estará sujeito ao clima e aos hábitos do local. Também poderá avaliar o mercado de trabalho “pelo lado de dentro”. O certo é que, dependendo da área e da tua capacidade de trabalho, se interessem (ou não) em ficar contigo por lá. O pacote básico que precisas dispor é inglês e francês fluentes, além do conhecimento técnico, publicações e didática, no caso de universidade (só muda as exigências dos idiomas, comparando com o Brasil). No caso da indústria, vai muito da demanda atual na área específica que tens formação. Vale salientar que muitas empresas estão patinando para sair da crise de 2009/2010, e diversas ainda estão fechando (informação recente de colega pesquisador lá – o qual já encaminhei proposta para visitar/colaborar no Brasil via CNPQ).
Resumindo, vá pra lá com financiamento dos canadenses, experiemente e decida. No mínimo, ganharás experiência.
Em tempo, o que está atualmente aberto e creio esteja até 15/nov:
http://www.scholarships-bourses.gc.ca/scholarships-bourses/non_can/pdrf-brpd.aspx?lang=eng
Outras opções estão listadas aqui, de acordo com o país (tens que selecionar o Brasil).
http://w01.scholarships-bourses.gc.ca/scholarshipnoncdn-boursenoncdn.aspx?lang=eng
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteA previsão do tempo para esse findi é promissora. Que tal sábado no início da tarde, pode ser no Saúde no Copo em frente ao Parcão. Ou uma noite dessas. Aí vai dos interessados disponíveis!
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteCertamente Diogo!
Mais alguém?
Proposta de data/hora/local?
FCelso
ParticipanteBoas Colares,
Vamos aguardar se alguém mais se manifesta para engrossar o caldo.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteSobre médicos, acabei esquecendo de mencionar o caso de um amigo que esteve na Cidade do Québec. Quando obteve essa oportunidade, ele tinha formação em medicina, residência em obstetrícia e mestrado em oncologia. Ele conseguiu uma bolsa de 2 anos para fazer um trabalho equivalente a um doutorado em oncologia geriátrica. Ficou de junho 2008 a junho 2010 trabalhando nessa área e ao final do período, obteve uma oportunidade em Montréal com um salário razoável para o mercado local. Isso sem precisar fazer equivalência, pois a especialidade dele é bastante rara e demandada no QC (e os supervisores dariam um jeito nessa situação, inclusive facilitariam a entrada da esposa dele, fisioterapeuta, no mercdo de trabalho). Entretanto, ele retornou à Porto Alegre RS porque sua esposa não se adaptou à terra gelada. A situação atual dele por aqui não sei como está pois faz tempo que não conversamos, a última vez foi num encontro no Vitório (bar Bier Keller) em junho ou julho (“inverno”) do ano passado.
O que queria mostrar com essa mensagem é que há possibilidade de se ir ao QC com visto de trabalho, obter experiência por lá e depois decidir se imigra ou não, ainda com a possibilidade de se ter uma oportunidade de trabalho, essencial ao meu entender, para que se faça essa opção com um mínimo de $egurança e re$pon$abilidade. Mas essa é a minha opinião, outros podem concordar ou discordar.
Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@janeneves wrote:
O Quebec parece ter muito que avançar neste quesito se quiser se beneficiar ao máximo da imigração.
Aos que dependem de ordem profissional, fica o recado. O processo é longo… e apesar do interesse (e propaganda) do governo, a realidade é bem complicada.
Abraços!
Jane.
Certamente Jane!
Mas além de longo, esquecestes de mencionar que o processo de validação cu$ta. Isso deve ser adicionado aos cu$tos da imigração como um todo, e o tempo de validação do diploma para a ordem, adicionado também ao tempo total de processo para se ter uma equivalência profissional.
Lembrando que muitas vezes se pode iniciar o processo de validação do diploma na ordem profissional ainda quando se está no Brasil, para que quando se chega no QC isso já esteja em andamento. Entretanto, é fundamental descobrir quais disciplinas e provas será necessário cumprir no QC para a ordem aceitar o registro do profissional. Isso varia muito, pois depende de diversos fatores, tais como tempo de experiência, se tem mestrado/doutorado/posdoutorado tanto no Brasil como internacional.Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@SANDROMS wrote:
Não entendi Fabrício, ela levou ou não calote?
Oi Sandro,
Ela levou calote em Porto Alegre quando estava começando na área de webdesign, o pessoal queria que fizese muito por pouco $. E, no caso dos calotes, simplesmente receberam website e não pagaram. Aí ela começou a hospedar os sites desenvolvidos e quem não pagava era colocado em off. Mas isso foi quando ela começou a trabalhar com isso, acho que foi ingenuidade de principiante, acreditar nos acertos sem contrato.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteBLZ Eduardo,
Mas acho que só a partir de julho, isso se o pessoal não se encolher com o “frio do inverno” por aqui.
Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@javabeats wrote:
“Pagar pra ver”, uma atitude bem brasileira comumente confundida com liberdade de espírito, geralmente não funciona com uma mudança de vida tão grande!
Com certeza javabeats!
Gostaria também de ressaltar as possibilidades numa determinada faixa etária, ou ainda fase da vida, em que a pessoa se encontra. Existe uma diversidade muito grande de pessoas e, de acordo com o perfil de cada um, é possível antecipar alguns desfechos das decisões tomadas. No meu caso, por exemplo, atualmente com 35 anos, tendo investido muito em estudo, estou colhendo há 2 anos os frutos desse investimento, e esse é um dos motivos de eu não continuar o processo de imigração (parei após o CSQ). Se eu etivesse com idade entre 20 e 25 anos, certamente seria diferente, pois mesmo não “dando certo” o projeto de imigração, a experiência de vida e profissional em outro país conta muito. Tanto que estamos planejando desde já um período de intercâmbio para nosso filho (que está terminando o ensino fundamental), antes de ele optar por qual carreira seguir. Nossa ideia é proporcional a ele uma vivência em outros países antes de decidir se vai prestar vestibular e, no caso de prestar, para que será, de maneira mais consciente possível.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteAo que parece, a médica que imigrou não estava ciente de todo o processo necessário para validar seu diploma. Isso, a meu ver, é erro básico. Conhecer as regras da profissão no novo mundo, é fundamental.
Existem outros pontos que devem ser considerados, os quais também já foram expostos e muitas vezes esclarecidos aqui no fórum. Uma boa pesquisa ajuda!
Deixo aqui uma mensagem de um usuário do fórum, que me mandou em privado, em fev/2011:
“Na verdade to ha uma semana aqui em Montreal , to no berry suit… ate o dia 17 de marco… e falando francamente, tvz seja normal desse inicio… mas Celso, to tao arrependida sei la ,tudo ta sendo tao dificil, sao varios fatores , ter vindo no inverno, ter vindo sozinha, e to tentando fazer assurance maladie mas nao é possivel por nao ter endereco ainda, fui tentar alugar algo edfinitivo q encontrei, mas so se tiver emprego… quer saber to querendo retornar memo depois de toda essa dificuldade… é claro me dar um pouco de vergonha… mas se nao tou bem , acho q nao vale a pena ne… o importante é estarmos bem… e pra que adiar uma situacao… so p evitar q os outros falem ou pensem… bom diante desse dilema a pergunta é… paga-se alguma coisa para desistir da imigracao… tem algo a preencher ou comunicar a um orgao… e as passagens onde encontro agencia aqui em Montreal…. desculpe o desabafo. Obrigada”
E aí, recebendo uma mensagem dessas, imaginem como a gente se sente, impotente para poder ajudar de modo mais prático. Só se pode dar conselhos, e para alguém que não se conhece…
Essas situações vem reforçando a ideia que tenho da tendência dos brasileiros em terem fé e esperança em algo melhor, mas geralmente passam a responsabilidade para os outros (sistema, governo, empresas), sem perceber que é do próprio dever encontrar seu caminho. Conhecer as regras de onde se está inserido, é básico para jogar segundo as possibilidades. E para conhecer é preciso dedicação e paciência. Conhecimento é investimento para o futuro.
Abraço,
Fabrício24 de junho de 2011 às 13:56 em resposta a: Oferta de apoio a eventos científicos francófonos #45712FCelso
Participante@Carlos_Santos wrote:
Legal Fabricio!
Obrigado pela dica.
Abraços
Por nada Carlos.
Vira e mexe, aparece um desses no meu e-mail
Abraço,
FabrícioFCelso
Participante@fsouza wrote:
Cuidado com os caloteiros de plantao!
Em Montreal tem mto nativo que aproveita de nos pobres imigrantes recem chegados, nos dao serviço e depois nao pagam.( inclusive eles anunciam em jornal e sites de emprego).
Nem no Brasil vi tanta cara de pau como aki!
Trabalhei 3 semanas e nao recebi! Fazendo web designer.
Isso de fazer sítios para a internet apenas no acerto verbal (sem contrato), minha esposa fez diversas vezes quando estava começando no curso de Design, e levou o calote nem uma nem duas vezes. Em Porto Alegre RS, cidade natal dela.
Abraço,
FabrícioFCelso
ParticipanteNinguém para conversar nesse fim de semana prolongado com feriado?
FCelso
ParticipanteSobre suicídio, gostaria de saber se alguém tem dados a respeito da taxa atual, se a tendência é diminuir ou aumentar no QC, depois de “passada” a crise econômica.
Aqui no RS, de dezembro de 2009, consta essa publicação:

Constaram 1151 suicídios no RS em 2008.
Abraço,
Fabrício -
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