Re: Re: Entrevistas – 2º semestre de 2011

#47593
Ana e Rene
Participante

Nosso relato
A entrevista estava inicialmente marcada para as 14h, mas a Aline ligou no dia anterior perguntando se poderia antecipá-la, então ficou marcada para as 12h30. Ao chegarmos, às 12h, fomos recebidos pela secretária Juliana e sentamos para esperar a Me. Malika Dehraoui, que nos chamou pouco após o meio-dia.
Sentamos, e ela passou as informações de praxe sobre a entrevista, frisando que, se não entendêssemos algo, deveríamos falar, pois um dos objetivos era avaliar o nível de francês. Ela começa pedindo documento por documento do requerente principal, na ordem em que são solicitados no e-mail de confirmação da entrevista:
1. Les passeports valides du(de la) requérant(e) principal(e) ainsi que de celui des membres de la famille qui l’accompagneront au Québec;
2. Certificats de naissance du (de la) requérant(e) principal(e) et des membres de la famille qui l’accompagneront au Québec;
3. Preuves de statut familial : certificat de mariage, actes de décès du conjoint, de divorce, d’adoption, etc. Conjoints de fait : preuve de relation maritale et de cohabitation;
4. Preuves de scolarité, diplômes et relevés de notes : requérant(e) principal(e), époux (se) ou conjoint(e) à jour ;
5. Preuves de l’emploi actuel et des emplois occupés au cours des cinq dernières années – requérant(e) principal(e), époux(se) ou conjoint(e) de fait. Aussi que les preuves dans les cas suivants : si vous exercez ou avez exercé une activité à votre compte; si vous travaillez ou vous avez travaillé dans un territoire autre que celui de votre pays de citoyenneté; si vous résidez ou vous avez résidé temporairement au Canada.
6. Preuves de connaissance linguistique : votre niveau de français et/ou anglais – requérant(e) principal(e), époux (se) ou conjoint(e) de fait.
7. Preuves de liens de parenté au Québec : si un membre de votre famille réside au Québec (époux, conjoint de fait, père, mère, fils, fille, frère, sœur, grand-père ou grand-mère).
*** Il n’est pas nécessaire de fournir de traduction pour les documents rédigés en portugais, espagnol, anglais ou français.
Não esqueçam os históricos escolares, pois esqueci um dos meus. Ainda bem que não teve problema, e ela usou a xérox que estava no processo. À medida em que conferia cada documento, ela fazia perguntas sobre ele, ou seja, sobre cada curso, sobre o seu trabalho, sobre como aprendeu as línguas etc. Ela também perguntou e anotou a fonte das vagas de emprego que eu apresentei. Contei que já alugamos apartamento em Montréal e o que conhecíamos de lá.
Ela perguntou se eu havia visto recentemente algum filme quebequense, mas eu sou péssima para me lembrar de filmes, então o René sutilmente começou a ajudar, mas ela disse que eu é que deveria falar e queria que eu contasse o filme, então contei sobre um documentário do carnaval de Québec, que era o que eu melhor recordava.
Depois de conferir e conversar sobre os documentos, ela perguntou sobre os planos, então expliquei os resultados da minha pesquisa sobre mercado de trabalho, possibilidades de emprego, apartamento etc. Uma hora ela começou a falar em inglês e perguntou sobre o que eu achava do Québec, por que Montréal, e conversamos sobre os costumes locais.
Ela também não olhou o nosso projeto nem exigiu maiores detalhes dos meus outros planos, restringindo-se mais ao plano A. Mas fiz questão de explicar que não exerço a profissão de advogada, que pretendo continuar atuando na vida acadêmica e que já conversei com funcionários e professores de universidades e soube que não há impedimentos para ser professor se eu tiver o doutorado. É claro que não poderei ensinar nada de Direito local, mas mostrei a ela exemplos de matérias que não exigem inscrição do Barreau du Québec e que teoricamente eu poderia assumir.
Então, Me Malika passou aos documentos do René, que se saiu surpreendentemente bem com as 160 horas de francês em 7 meses de curso na École Québec. Ela perguntou a ele, mais de uma vez, se ele só havia aprendido francês este ano. Assim como eu, deve ter ficado impressionada… Só a primeira pergunta que ela fez, sobre o ano do primeiro diploma dele, e ele não ouviu direito, e eu respondi, ela disse que quem tinha que responder era ele, mas a conversa com ele foi em francês do começo ao fim, e ela nem sequer testou o inglês dele. Talvez por ele trabalhar em empresa americana. Ela nem sequer viu as vagas, talvez por ser da área de TI, em demanda.
Foram quase 2 horas de entrevista até o esperado Félicitations. Para mim, uma sensação de felicidade como temos poucas vezes na vida, mais ou menos como saber o resultado do vestibular. E então continuamos conversando, ela falou um pouco em português, falamos sobre São Paulo, em seguida passamos na sala do Gilles Mascle para esclarecer com ele sobre a francização. Aliás, eu fiquei com F, e o René, com NF. E a Me. Malika confirmou que tenho direito à francização ‘en ligne’, mas que deveria confirmar se terei direito ao reembolso das horas de francês que ela recomendou que eu estudasse, mesmo com o F.
Minha dica é que podemos fazer quantos planos forem viáveis, e fiz 5 por causa do problema de ser formada em Direito, mas dediquei um dia inteiro só para o plano A, de professor universitário e de acordo com minhas áreas de atuação e pesquisa, e cheguei lá muito segura do caminho que devo seguir para implementá-lo.
Abraços, e espero que nos encontremos no Québec!
Timeline
20/05/2011 – 1a. carta: Abertura do dossiê
09/06/2011 – 2a. carta: Aceitos para entrevista
05/09/2011 – Convocação para entrevista
05/10/2011 – Entrevista e CSQ