Re: Re: Brasileiros Voltando para o Brasil

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#50895
FCelso
Participante

Boas pessoal,

Como o mrodolfo bem disse, já relatei no fórum minha experiência desistindo de imigrar. Resumidamente, a ideia, minha e da minha esposa, era inicialmente sondar a possibilidade de ficar no Canadá e imigrar já com alguma alternativa de trabalho em vista (proposta de emprego), sendo que tínhamos a ideia inicial de experimentar a imigração durante uns 5 anos, para depois decidir como seguir adiante. Mas nossos planos foram mudando conforme o andar do barco…
No meu caso, consegui uma bolsa de 1 ano pelo governo canadense, para fazer um pos-doutorado (março/2008 a março/2009). Durante esse período, minha esposa foi visitar a Cidade do Québec no inverno (dezembro e janeiro) e fazer entrevista na Ubisoft. Na época ela estava trabalhando em 2 universidades privadas somente como professora e eu estava no QC como bolsista, verificando possibilidades tanto para ela como para mim. Eu havia contatado um empres chamada Vaperma, que poderia me aproveitar como pesquisador, porém, em dezembro de 2008 haviam 75 funcionários na empresa, e em janeiro de 2009 somente 17 se mantinham no emprego, os demais haviam sido demitidos. A empresa fechou em 2010, segundo informações de um colega pesquisador na ULaval.
Findado o tempo de bolsa, em março/2009 retornei ao Brasil e, após contato com um ex-orientador, consegui uma bolsa de pós-doutorado no Brasil. Três meses depois fui contratado por uma universidade privada como pesquisador e professor, integralmente, onde trabalho atualmente. A Ubisoft respondeu em abril de 2009 que estava desisitindo da expansão prevista inicialmente, de modo que desistiram de novas contratações. Em fevereiro de 2010 minha esposa entrou na universidade federal, contratada como pesquisadora e professora em tempo integral com dedicação exclusiva.
Desse modo, a ideia de termos uma experiência internacional se modificou, de modo que estamos fazendo em pequenas parcelas, participando em congressos, seminários, projetos em parceria e atividades correlatas, na maioria das vezes, custeados pelo governo e ou empresas brasileiras.
Particularmente, minha esposa não gostou do clima no inverno, tanto pelo frio como pela neve, e eu senti bastante a questão de ficar muito tempo dentro de lugares fechados. A parte de contato com amigos e família não chegou a pesar tanto para mim, mas para minha esposa, quem ficou bastante preocupada foi a mãe dela que tem uma ligação bastante dependente emocionalmente. Houve também, em 2010, o retorno de um outro casal de gaúchos, ele médico e ela fisioterapeuta; ele havia ficado 2 anos na cidade do Québec, como bolsa do governo canadense trabalhando como especialista na área de oncologia geriátrica. Ao final desse tempo ele recebeu uma proposta de trabalho em Montréal, mas decidiram voltar porque a esposa dele sentia falta da família.
A parte de adaptação à sociedade acho que não pesou muito no meu caso, pois fui bem recebido e tratado pelos colegas e amgos que fiz no QC e tanto lá como aqui costumo ajudar na limpeza e conservação da casa, mas quanto a minha esposa tenho certeza que ela prefere dar um trocado ao flanelinha em vez de desentocar o carro da neve quando estaciona na rua…
Bom, basicamente é essa nossa estória e situação atual.

Apenas saliento aos interessados que a taxa de desemprego está relativamente baixa, especialmente em Porto Alegre que fica na faixa de 5 a 7% (nov/2010 – fev/2012) e as vagas ainda não preenchidas são por falta de pessoas qualificadas (dados nos jornais ZH e Correio do Povo).

Abraço,
Fabrício