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Excelente ponto.
O preceito é que cada um deve ter um médico de familia e sabemos que isso nao é real. Ha uma infinidade de residentes que utilizam (e sobrecarregam) os serviços de urgência justamente por nao terem o médico de familia. Um em cada quatro residentes do QC nao tem acesso a um médico de familia e esse numero é assustador, o *pior* do Canada!
Ha falta de médicos de familia no QC e aparentemente essa situaçao ira continuar assim por muito tempo (N fatores onde podemos citar = a dificuldade de médicos estrangeiros em validarem seus diplomas; o numero restrito de acesso universitario – e as intençoes de reduzirem ainda mais as cohortes; a *fuga* de médicos diplomados no QC mas que exercerao a medicina em outras provincias ou nos EUA, etc)
No cenario ideal =
o cidadao tem o médico de familia, faz seu check-up anual (ou semestral, ou trimestral, conforme a gravidade do caso) e nas ocasioes onde precisa um atendimento extra-agendamento ira procurar uma clinica SRV que ira transmitir as informaçoes ao médico de base, que podera assim continuar e acompanhar o caso.
MAS nao devemos perder a esperança …. Algumas medidas estao sendo feitas para que isso saia do papel e as associaçoes de classe estao batalhando junto ao Ministério =
* criaçao de cliniques réseaux e GMFs
* incentivo do governo para a formaçao e absorçao das IPSs (trabalhando em equipe com os médicos de familia) e liberaçao de atividades antes exclusivas para outros profissionais, como os farmacêuticos
* informatizaçao do sistema – assim o atendimento efetuado na clinica X ficara registrado no dossiê eletronico e o médico de familia tera acesso às informaçoes
* programa de valorizaçao da profissao de médico de familia (pleiteiam remuneraçao equivalente à dos especialistas)
* quebra da obrigatoriedade do médico de familia com menos de 20 anos de experiencia de atuar em hospital (hoje eles sao obrigados a fazer 12h por semana, mas a maioria dos hospitais nao aceitam contratos com menos de 25h por semana, o que *rouba* tempo de atendimento na clinica = é **um santo desvestindo outro**)
Em 2008 a Federaçao dos médicos de familia elaborou e disponibilizou a *énoncé des principes en faveur d’une politique nationale sur la médecine familiale* e os proprios profissionais reconhecem a dificuldade e as complicaçoes dessa carência para todo o sistema.
http://www.fmoq.org/Lists/FMOQDocumentLibrary/fr/Presse/Communiqu%C3%A9s/Politique%20nationale_FINALE.pdf
O documento vale a pena ser lido e discutido
