Re: Re: CSQ sem entrevista

#19912
karlamatias
Participante

Sobre meu perfil: tenho 29 anos, sou solteira, sem filhos.

Tenho bacharelado em Turismo e estou na fase de dissertação no mestrado em Administração, na linha de pesquisa de Organizações e Recursos Humanos. Tenho planos de começar o doutorado na UQÀM em Études Urbaines em setembro/2008. Começarei os contatos lá em breve.

Em turismo, minhas experiências de trabalho mais importantes foram como professora substituta da graduação em Turismo na UFPB (concurso e contrato temporário) e como profa também de turismo na mesma faculdade (particular) onde me formei.

Falo inglês, tenho experiência como professora na Cultura Inglesa e no Yázigi International e meus certificados mais elevados são o CAE Grade B e o IELTS 8.0. Esses dois certificados, só enviei junto com as cópias autenticadas porque fiz as provas na mesma época em que enviei o dossier e só recebi os resultados nas útilmas semanas. Mas também tenho o CEELT, um certificado de Cambridge para teachers, e fiz um curso avançado em Londres. Tô estudando pro proficiency (CPE) por conta própria pra poder apostar na possibilidade de lecionar inglês lá. É uma opção!

Falo francês, fui monitora da Alliance Française. Meu certificado mais elevado é o DELF 2ème degré, no sistema antigo. Se tivesse tempo e dinheiro, faria o DALF em novembro, mas tá ruim! Também tenho diploma de espanhol, falo um pouco de italiano e alemão, mas acho que isso não faz muita diferença.

Meu perfil é acadêmico. Me interessei muito também pela possibibilidade de lecionar nos Cégeps que têm o curso de Techniques en Tourisme. em geral, eles exigem o bacharelado, alguns mestrado. Já enviei currículo pros 12 que encontrei em toda a província. Chegando lá, posso ter chances, mas sei que à distância, é difícil conseguir.

Quanto à organização do dossier, sem segredos! Apenas segui as instruções do site: http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/pt/biq/buenos-aires/dcs-trabalhadores/lista-documentos.html

Mas, por exemplo, se pediram declaração de trabalho OU declaração de imposto de renda OU cópias dos contracheque, para comprovar experiência profissional, eu enviei os 3, pra garantir que eles não implicariam com a falta de provas. Se não havia os 3, enviei quantas provas foram possíveis.

Sou muito detalhista, metódica e perfeccionista (uma chata! :): sem exagero, conferi e reconferi a documentação umas 20 vezes antes de fechar o envelope e enviar. Coloquei tudo exatamente na ordem exigida. Os formulários todos em letra de forma, bem legíveis, cheguei a passar corretivo, mas pouco e com cuidado. Preenchi tudo em francês, mas não é necessário, pois acho que há funcionários que falam português lá.

Enfim, tentei não deixar nenhuma ambiguidade, incoerência, lacuna… mesmo tendo contra-cheques e carteira de trabalho, fui em absolutamente TODOS os meus ex-empregadores e pedi uma declaração de TODAS as atividades que exerci. Na verdade, levei o pen drive com a declaração pronta, feita por mim, com todas as informações requeridas pela imigração. Meus chefes apenas leram, checaram as informações, concordaram, imprimiram em papel timbrado, carimbaram e assinaram.

Graças a Deus, com raras exceções, tenho uma ótima relação profissional com todas as pessoas com quem trabalhei. Na Aliança, não trabalhei com o novo diretor, mas as secretárias são as mesmas há 20 anos, então não tive problema em conseguir a declaração.

Acho que é tudo! Fiquei surpresa pois não sabia que poderia haver liberação da entrevista. Mas fiquei muito feliz com o reconhecimento das minhas qualificações. Já enviei as cópias autenticadas que pediram, 48 cópias que me levaram R$66,00 + a postagem de R$60,00. Mas vou ter reembolso de uns R$15,00 no valor do sedex porque a “gênia” do correio registrou valor de EUA.

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Esse “relatório”, postei na comunidade “Quero ir pra Québec” no orkut, mas tá aqui pra dar minha contibuição.

Desejo de coração que os processos de vocês sejam rápidos e sem traumas! Pra mim, a parte difícil está por vir, meu grande desafio será ter a grana pra viajar. Felipe falou em ser “pobre mortal”. Posso afirmar que sou mortal e pobre!!! hahaha :D

Falando sério, a minha situação não é nada fácil pois, apesar de ser solteira sem filhos, moro com meus pais e os ajudo financeiramente a cuidar de um irmão autista de 25 anos de idade. Minha irmã que mora com a gente é arquiteta desempregada e mestranda sem bolsa (eu, pelo menos, sou bolsista). Enfim, conseguir bancar o processo e ter a grana do contrato vai ser nó cego!!! Tô de mãos atadas porque sou bolsista em fase de redação da dissertação, então não posso ter vínculo empregatício e, mesmo que pudesse, se trabalhar pesado agora não vou conseguir concluir o mestrado. Tô matando um leão por dia! Masssssssssssssssss… fé em Deus e pé na tábua!!! ;)

Abraço!!!